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Presidente da República e GS1 Portugal distinguem empresas na redução de emissões de CO2

Paolo Fagnoni (Nestlé Portugal), Marcelo Rebelo de Sousa, João Guimarães (GS1 Portugal) e Rui Miguel Nabeiro (Delta Cafés)

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, marcou presença na entrega dos primeiros prémios do programa Lean&Green, da GS1 Portugal. Trata-se de um programa de certificação das iniciativas de autorregulação que empresas e organizações se propõem adotar para reduzir as emissões de dióxido de carbono decorrentes da respetiva operação logística.

Santos e Vale

Na sessão, Marcelo Rebelo de Sousa distinguiu a empresa portuguesa de logística e transporte Santos e Vale pela adesão ao projeto, que assume, assim, a responsabilidade de atingir metas de redução concretas e verificáveis a implementar nos próximos cinco anos. Além disso, premiou com uma estrela a Delta Cafés e a Nestlé Portugal, pela redução, no último ano, de 20% das suas emissões de CO2 através deste programa.

 

Lean& Green

Esta iniciativa europeia foi lançada em Portugal, no final de 2019, pela GS1 Portugal e tem como objetivo final acrescentar um contributo relevante para a prossecução das metas definidas no Acordo de Paris, reduzindo ao máximo a respetiva pegada carbónica. Por cada patamar alcançado, as empresas são premiadas com uma estrela, num total de cinco. “É de louvar a missão da GS1 Portugal, uma organização que começou por ser pioneira com a introdução do código de barras em Portugal e que, agora, volta a ser pioneira na promoção da sustentabilidade das empresas”, afirmou o Presidente da República. Para Marcelo Rebelo de Sousa, a sustentabilidade e as preocupações climáticas são questões diretamente relacionadas com a qualidade de vida, “que ultrapassam gerações e fronteiras, suplantam continentes e que representam um dos grandes desafios do futuro”.

O Presidente da República relembrou, ainda, que “graças à falta de sensibilidade de alguns centros de decisão mundiais, o Acordo de Paris parecia estar comprometido”. No entanto, garantiu, “Portugal esteve sempre na primeira linha na concretização desses objetivos”.

 

Recuperação da crise

No que diz respeito ao papel da sustentabilidade para enfrentar a crise pandémica, Marcelo Rebelo de Sousa acredita existirem dois caminhos. “Um é recuperar económica e socialmente da pandemia e da crise. O outro, mais ambicioso, é aproveitar a recuperação e a resiliência para mudarmos o país e a sociedade. Para encontrarmos novos modelos e novos caminhos, mais sustentáveis”.

Antes da atribuição da insígnia e das estrelas do programa Lean&Green, a GS1 Portugal promoveu um debate, em suporte digital, subordinado ao tema “Economia Circular e Sustentabilidade”. O debate contou com a moderação do jornalista Luís Ribeiro, da revista Visão, e com a participação de Ana Isabel Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde, João Meneses, secretário geral do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (BCSD Portugal), Paolo Fagnoni, CEO da Nestlé Portugal, Pedro Nazareth, diretor geral da Electrão, Ricardo Neto, presidente da Novo Verde, e Rui Miguel Nabeiro, CEO da Delta Cafés.

Durante mais de uma hora, os seis oradores da sessão apresentaram as medidas que cada uma das suas organizações tem vindo a implementar e os desafios que enfrentam para cumprir as metas desejadas. Realçaram, entre outros aspetos, a necessidade de tirar partido da pandemia para tornar a sustentabilidade e o impacto ambiental endógenos à cultura e estratégia das organizações, educar o consumidor a trabalhar em conjunto com as empresas na redução da pegada ambiental e assumir que reciclar já não será suficiente.

Ao longo da sessão, ficou também claro que as empresas e marcas com uma maior preocupação com a sustentabilidade foram as que se mostraram mais competitivas e resilientes num período de crise pandémica. “A sustentabilidade, como comprovamos hoje, tem vindo a assumir um papel crucial enquanto fator de competitividade das empresas, encorajando-as a dar passos no sentido de um futuro que garanta o equilíbrio entre fatores económicos, circunstâncias ambientais, imperativos sociais e culturais, tanto pelo cumprimento da legislação, como por via de práticas voluntárias. Nesse sentido, a GS1 Portugal assumiu também esta prioridade estratégica e, entre outras medidas, chamou a si a representação em Portugal do único projeto de certificação de empresas e organizações empenhadas, com planos concretos, verificáveis e auditáveis, na redução de emissões de CO2 nas respetivas operações logísticas, ao longo de toda a cadeia de valor, o projetoLean & Green”, concluiu João de Castro Guimarães, diretor executivo da GS1 Portugal.

Poderá voltar a assistir ao evento nas redes sociais da GS1 Portugal.

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