in

Sustentabilidade pode trazer às marcas de grande consumo 382 biliões de dólares

O investimento em inovação sustentável ajudará as marcas a conquistar o grupo de consumidores “eco-ativos”.

Com um em cada cinco dólares gastos em Fast Moving Consumer Goods (FMCG) vindo de um consumidor ambientalmente consciente, o estudo da Kantar “Who Cares Who Does” demonstra que as credenciais verdes são benéficas, tanto para o negócio como para o planeta.

Com a pandemia de Covid-19 a manter o foco no ambiente, os resíduos de plástico são a segunda maior preocupação ambiental, a nível mundial. Os “eco-ativos”, grupo que a Kantar identifica como trabalhando consistentemente para reduzir os seus resíduos de plástico, cresceram de 16% para 20% dos compradores, a nível mundial, desde 2020.

Um em cada cinco compradores afirma que, desde que começou a pandemia, adquiriu mais hábitos amigos do ambiente e 16% está focado em mais iniciativas ambientais. “Os nossos dados continuam a sugerir que a inovação para reduzir o plástico mantém-se como uma oportunidade”, afirma Natalie Babbage, Global Link Q Director na Worldpanel Division da Kantar. “Observámos que os compradores estão altamente conscientes das embalagens que compram todas as semanas e isso é uma das coisas mais importantes em que pensam, quando consideram pessoalmente como podem reduzir o seu impacto ambiental. Embora os compradores tenham verificado menos aspetos da comida durante a pandemia de Covid-19, as etiquetas das embalagens recicladas (mais quatro pontos percentuais) e de garantia de qualidade (mais três pontos percentuais) estão a ser verificadas mais do que antes, demonstrando uma procura de alternativas verdes ao plástico”.

 

Preocupação ambiental é pessoal

O questionário feito a 80 mil consumidores em 19 países revela que quase metade (46%) sente-se pessoalmente afetada por problemas ambientais, contudo, são outras pessoas, e não as marcas e os líderes de opinião, que encorajam a ser mais “verdes”. 38% sente que aquelas pessoas cujas opiniões são importantes para elas são as que estão a influenciar para a mudança, sendo as crianças (50%) as que mais impactam no comportamento amigo do ambiente, seguidas pelos amigos (43%) e companheiros (41%).

No que diz respeito ao apoio às iniciativas verdes, as diferenças mantém-se entre a preocupação e realmente fazer algo. 87,5% afirma que comprar produtos com embalagens reduzidas é importante, mas apenas 20% está segmentado como “eco-ativo” e está a tomar medidas regulares diariamente para reduzir os seus resíduos de plástico. “Mais do que continuar a falar sobre o problema, urge disponibilizar a solução aos consumidores, que estão mais atentos e exigentes do que nunca. Os consumidores portugueses estão entre os que mais indicaram a necessidade de encontrar à venda produtos embalados noutro material que não o plástico, com um índex 20% acima da média global”, explica Marta Santos, Manufacturers Sector Director da Kantar em Portugal.

Observámos que os ‘eco-ativos’ têm preferência por produtos que são naturais ou têm benefícios para a saúde, portanto, para se conseguir ganhar uma parte dos 382 biliões de dólares que gastam irá requerer das marcas que apelem ao estilo de vida dos consumidores”, explica Natalie Babbage. “37% considera os fabricantes como o stakeholder mais importante para limitar os danos ambientais (os retalhistas foram considerados os menos importantes com 4,2%), mas apenas 22% da população consegue nomear um fabricante que esteja a desenvolver um bom trabalho, quando se trata de iniciativas sustentáveis”.

Para as marcas, o estudo sublinha a necessidade de considerar o que o comprador “verde” vê na prateleira e quão verdadeiramente os materiais são recicláveis e reutilizáveis.

Publicidade

Pacto Ecológico Europeu

Sonae subscreve manifesto de apoio ao Pacto Ecológico Europeu

Mifarma responsável COVID

Mifarma incorpora função de responsável de Covid no seu centro de logística