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Tensões nas negociações comerciais escalam em toda a Europa

Foto Shutterstock

As negociações sobre os preços e as tensões a estas inerentes estão a aumentar em vários países europeus. Em França, a Jacobs Douwe Egberts suspendeu as entregas ao Intermarché e, no Reino Unido, a gama Colgate Palmolive desapareceu das prateleiras da Tesco, avança a Retail Detail.

No mercado belga, o diferendo entre a Colruyt e a Ferrero e Nestlé parece ter amenizado, mas na Holanda, o supermercado online Picnic retirou recentemente as batatas-fritas Lay’s do seu sortido, após um desacordo sobre aumentos de preços. Recorde-se que a Picnic compra em conjunto com a líder de mercado alemã, a Edeka, no seio da nova aliança europeia de compras Epic Partners (da qual faz também parte a Jerónimo Martins, que está também em negociações com grandes fornecedores, como a PepsiCo e a L’Oréal, tendo, inclusivamente, chegado a retirar de linear quase toda a gama da fabricante de bebidas e snack e cerca de 150 produtos da empresa de cosmética.

 

França

Em França, o conflito aberto entre o Intermarché e o produtor de café Jacobs Douwe Egberts resultou neste último a suspender as entregas, depois do retalhista se ter recusado a aceitar aos aumentos de preços.

À revista de negócios Capital, o fabricante afirma que “dá prioridade ao diálogo com o Intermarché e fará tudo o que estiver ao seu alcance para chegar a um acordo razoável, o mais rapidamente possível“. De acordo com a Intermarché, a JDE quer forçar um aumento de 25% nos preços. O caso acabou mesmo em tribunal, que obrigou o fabricante de café a retomar as entregas.

 

Reino Unido

No Reino Unido, segundo o The Grocer, na líder de mercado Tesco, praticamente toda a gama da Colgate Palmolive desapareceu das prateleiras das lojas e do site. Um porta-voz da Tesco disse àquela publicação que espera que os produtos tornem a ficar disponíveis para os clientes em breve, mas que, entretanto, continua a ter “uma elevada disponibilidade de outros produtos de cuidado oral na sua oferta”.

O tom está a endurecer nas negociações de preços, com muitos fabricantes a querem refletir os custos mais elevados das matérias-primas, energia e transportes e a encontrarem a relutância do retalho, que teme ter de encolher margens que considera já muito reduzidas. Muito recentemente, Christel Delberghe, diretora geral do EuroCommerce disse que retalhistas e grossistas ainda estão a lutar com uma série de desafios relacionados com a pandemia de Covid-19, como restrições e ausências de funcionários, inflação, escassez de mão-de-obra e interrupção da cadeia de abastecimento, “operando normalmente com margens muito baixas – os retalhistas de base alimentar ganham não mais que 1% a 3% líquidos”.

 

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