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Rangel lança unidade de negócio para liderar transporte de vinhos

A Rangel lançou a unidade Wine para o transporte dedicado de vinho e estima que, em 2018, possa representar 2,5 milhões de euros em vendas.

Em resposta às necessidades específicas deste sector, a Rangel tem já a operar no Montijo um entreposto fiscal dedicado que permite a detenção do produto em regime de suspensão de imposto, devidamente autorizada e sob controlo da estância aduaneira competente, apoiando assim os produtores/cooperativas que necessitem de armazenar o produto nestas condições. “Com a nova operação, pretendemos ser uma referência para o transporte de vinho para os produtores nacionais e internacionais, nomeadamente de e para países onde estamos presentes diretamente, como Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde, mas também àqueles com quem temos relações preferenciais”, frisa Nuno Rangel, CEO e vice-presidente da Rangel.

A proposta da Rangel combina os serviços de armazém para vinhos tranquilos e de vinhos espumantes e espumosos, com as respetivas formalidades fiscais junto da estância aduaneira competente e o transporte internacional, numa infraestrutura logística que apresenta condições de temperatura e de humidade adequadas para o estágio do produto e com capacidade para 20 mil paletes. “Através da nossa forte rede europeia de transportes, os vinhos são recolhidos por camião em qualquer ponto da Europa, fazendo a consolidação no entreposto fiscal do Montijo e depois expedidos, num único contentor, por via marítima para o país de cada importador. Como exemplo Brasil, Estados Unidos da América, Canadá ou China e Japão são países que se têm revelado com bastante procura”, adianta Nuno Rangel, referindo-se ao entreposto que também será usado como armazém temporário para encomendas de vinhos de outros países.

Para além dos serviços regulares de armazenamento e de expedição de vinho à palete ou à caixa, a Rangel realiza atividades conexas de rotulagem e de contra rotulagem de garrafas, igualmente num entreposto fiscal. São também disponibilizadas caixas à medida para o transporte de amostras de uma ou três garrafas, ficando também assegurado o transporte por via expresso internacional. “A nossa solução aproxima os produtores dos importadores e a nossa armazenagem é a ideal para produtores que exportam os seus vinhos, colocando o vinho de forma fácil e agregada para o importador. Além disso, facilitamos todo o processo administrativo tanto nas questões legais como no transporte, beneficiando em trabalhar com um operador logístico com abrangência internacional, que independentemente do volume a transportar, poderá consolidar tudo num só transporte”, acrescenta o responsável.

Paralelamente, encontra-se já em estudo o alargamento a prazo do âmbito do entreposto fiscal para bebidas espirituosas e ainda para cervejas.

O Brasil é a grande aposta desta unidade, uma vez que a Rangel possui instalações próprias nesse país, cujo volume de exportações de vinho português é já bastante expressivo. Por isso, a Rangel decidiu oferecer, para além dos serviços base existentes, serviços dedicados de logística integrada também para este segmento dos vinhos, que incluem a recolha de vinhos em França, Espanha e Itália. A empresa já tem diversas parcerias fechadas com produtores nacionais e com importadores internacionais.

Recorde-se que, da produção total de vinho em Portugal, 45% é destinado a exportação, sendo que o sector dos vinhos representa já 1,5% das exportações totais nacionais.

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