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Gigantes do comércio eletrónico aumentaram as suas vendas em 63% na pandemia

Foto Shutterstock

As vendas das 13 maiores empresas de comércio eletrónico, lideradas pela chinesa Alibaba e pela norte-americana Amazon, aumentaram 63% com a pandemia, passando de 2,4 biliões de dólares, cerca de 2,25 biliões de euros, em 2019, para 3,9 biliões de dólares, cerca de 3,65 biliões de euros, em 2021, informa a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

Os novos dados da UNCTAD mostram que a subida significativa da atividade de comércio eletrónico alimentada pela Covid-19 foi sustentada, em 2021, com as vendas online a aumentarem acentuadamente em valor, apesar do abrandamento das restrições em muitos países.

A mudança para as compras online abalou ainda mais a já forte concentração de mercado das empresas de retalho online e marketplaces. Durante a crise sanitária, as quatro maiores empresas do sector – a par das duas já referidas juntam-se também as chinesas JD.com e Pinduoduo – aumentaram as suas receitas em 70%, concentrando 80% das vendas dos 13 maiores operadores de e-commerce, mais cinco pontos do que antes da pandemia, adianta a UNCTAD na publicação de novas estatísticas sobre o comércio eletrónico.

 

60% dos internautas compra online

De acordo com os dados sobre 66 países, a agência das Nações Unidas indica que a percentagem de utilizadores de Internet que compram online subiu sete pontos durante a pandemia, de 53%, em 2019, para 60%, em 2021.

As maiores subidas ocorreram em vários países em desenvolvimento. Nos Emirados Árabes Unidos, a percentagem de internautas que compraram online mais do que duplicou, passando de 27%, em 2019, para 63%, em 2020. No Bahrein a quota triplicou, atingindo 45%, em 2020, e no Uzbequistão passou de 4%, em 2018, para 11%, em 2020.

Na Tailândia, que já tinha uma percentagem relativamente elevada antes da pandemia, o aumento de 16 pontos percentuais fez com que, pela primeira vez, mais de metade dos internautas (56%) comprassem online em 2020.

Entre os países desenvolvidos, os maiores aumentos registaram-se na Grécia (mais 18 pontos percentuais), na Irlanda, na Hungria e na Roménia (cada um com 15 pontos percentuais).

Dos 66 países abrangidos, as compras online continuam a ser as mais baixas em El Salvador (1% dos internautas), Azerbaijão (5%), Uzbequistão (11%) e Colômbia (17%).

Uma das razões para estas diferenças é que os países diferem muito na sua dimensão de digitalização e, portanto, na sua capacidade de recorrer rapidamente às tecnologias digitais para mitigar a disrupção económica. Os países menos desenvolvidos necessitam especialmente de apoio para o comércio eletrónico, mas não estão representados nesta análise devido à falta de dados sobre a utilização da Internet.

19% das vendas totais

As estatísticas oficiais, disponíveis para sete países que, no seu conjunto, representam cerca de metade do Produto Interno Bruto (PIB) global, incluindo os Estados Unidos e a China, indicam que as vendas a retalho online aumentaram substancialmente nesses países, dos cerca de dois biliões de dólares, cerca de 1,87 biliões de euros, em 2019, imediatamente antes da pandemia, para cerca de 2,5 biliões de dólares, cerca de 2,34 biliões de euros, em 2020, e 2,9 biliões de dólares, cerca de 2,72 biliões de euros, em 2021. A China é responsável por mais de metade das vendas a retalho online nestes países e os Estados Unidos por mais 30%, tornando-se na segunda potência do sector.

A tendência de subida pré-existente acelerou em muitos destes países, especialmente naqueles em que uma parte relativamente baixa das vendas a retalho ocorre online. Em Singapura, em 2021, as vendas a retalho online estavam a aproximar-se do triplo do nível de 2018. O Canadá e a Austrália também registaram aumentos elevados, durante o mesmo período.

Olhando para todos estes países, embora a disrupção e a incerteza económica provocadas pela pandemia tenha suprimiu as vendas globais a retalho, em 2020 (apenas a Austrália e os Estados Unidos viram as vendas a retalho aumentarem de 2019 para 2020), as vendas online cresceram fortemente. Isto levou a um aumento acentuado da quota das vendas online no total das vendas a retalho, de 16%, em 2019, para 19%, em 2020, nível que foi mantido até 2021, apesar das vendas offline terem recuperado.

As vendas online representam uma quota muito maior na China (cerca de um quarto em 2021) do que nos Estados Unidos (cerca de um oitavo). Como resultado dos aumentos acentuados após o início da pandemia, o Reino Unido juntou-se à Coreia do Sul para ter a maior quota global de retalho online, em 2021, cerca de 28%.

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