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Comércio eletrónico europeu cresceu 10% em 2020

Foto Shutterstock

O comércio eletrónico europeu cresceu para 757 mil milhões de euros, no ano passado, num aumento de 10% em relação a 2019 (690 mil milhões de euros), segundo um novo relatório publicado pelo Ecommerce Europe e pelo EuroCommerce.

O Relatório Europeu de Comércio Eletrónico de 2021 atribui este crescimento ao facto de 2020 ter sido um ano excecional, marcado pela pandemia de Covid-19 e pelo consequente importante papel do comércio eletrónico para a sociedade e a economia.

 

Impacto da pandemia

A pandemia deu um impulso significativo ao comércio eletrónico, mas o acentuado declínio das vendas online no sector do turismo e dos serviços, como eventos, bilhetes, etc., contribuiu para travar o crescimento global, refere o relatório.

A crise pandémica teve um enorme impacto no desenvolvimento do sector retalhista, com o bloqueio a acelerar a tendência predominante para a transição digital e verde das lojas.

Os investimentos no digital e no omnicanal, inicialmente previstos ao longo de vários anos, foram realizados em apenas alguns meses. O comércio eletrónico surgiu como uma tábua de salvação para os consumidores, uma vez que as restrições governamentais, como o encerramento de lojas, impediram as compras.

 

Transformação digital

O último ano expôs a importância da transformação digital. O e-commerce provou estar excecionalmente bem posicionado para facilitar a digitalização do retalho e criar uma experiência de compra perfeita para os consumidores“, comenta Luca Cassetti, secretário-geral do Ecommerce Europe.

As medidas de transformação incluem a abertura de canais de venda online por lojas físicas, comerciantes que adotam soluções de comércio omnicanal e PME que acedem a novos mercados através do comércio eletrónico. “No entanto, a transição ainda não está completa. Os decisores políticos precisam reconhecer o potencial do comércio digital e investir mais em novas tecnologias e competências digitais, ao mesmo tempo que criam um quadro legislativo harmonizado, neutro em canais e à prova de futuro“, afirma Luca Cassetti.

Embora o comércio eletrónico não tenha compensado totalmente as perdas que muitas PME sofreram, absorveu grande parte do choque económico. No entanto, são necessários mais esforços para garantir que o sector retalhista possa beneficiar da melhor forma das soluções oferecidas pela transformação digital, refere o relatório.

 

Processo de transformação

O sector retalhista e grossista está a passar por um processo de transformação significativo. As restrições governamentais e o aumento da procura dos consumidores aceleraram a digitalização. Os consumidores que até agora não estavam familiarizados com a compra online ou nos seus dispositivos móveis habituaram-se a isso e são suscetíveis de continuar uma mistura de canais“, indica Christian Verschueren, diretor geral do EuroCommerce, acrescentando que 70% dos retalhistas e grossistas não tinham instalações para vendas online antes da pandemia.

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