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Nestlé, Grupo Kerry e Campbell Soup entre empresas expostas a riscos físicos do clima

Foto Shutterstock

As empresas alimentares Nestlé, Campbell Soup, Nissin Foods e Kerry Group figuram numa lista de 50 empresas em todo o mundo altamente expostas a riscos climáticos físicos, informou o Grupo de Investidores Institucionais sobre Alterações Climáticas (IIGCC, pela sua sigla em inglês).

As empresas nomeadas, que estão envolvidas em alimentos, produtos farmacêuticos, energia, mineração, tecnologia, transportes e serviços públicos, estão mais expostas a questões como inundações do que outras empresas do seu sector e região, adianta o IIGCC.

Numa carta dirigida às empresas europeias, asiáticas e norte-americanas de mais de 50 membros do IIGCC, os investidores pediram que se identificassem adequadamente e respondessem a eventos como inundações, secas e calor extremo. “As empresas não podem dar-se ao luxo de ignorar o impacto que as alterações climáticas podem ter nos seus negócios“, afirma Stephanie Pfeifer, CEO do IIGCC. “É mais importante do que nunca que os investidores sejam capazes de compreender os riscos e os impactos financeiros associados que as empresas enfrentam, no que diz respeito aos efeitos físicos do aquecimento global. Isto significa que podem identificar efetivamente sectores e empresas individuais que sejam resilientes ou bem posicionados para se adaptarem e aumentar o envolvimento com aqueles que não têm uma estratégia eficaz de gestão de riscos em vigor.”

 

Conjunto de expectativas

O IIGCC também publicou um conjunto de expectativas para todas as empresas sobre a construção de resiliência aos riscos físicos das alterações climáticas, incluindo testes de cenários e relatórios contra um conjunto de métricas de risco.

As empresas têm sido pressionadas por ativistas e investidores para reduzirem as suas emissões de carbono, mas os riscos físicos para uma empresa podem ser negligenciados, “Pensamos que há duas partes no debate sobre as alterações climáticas e, muitas vezes, o elemento de risco físico é o parente pobre que não recebe atenção suficiente“, sublinha Marion Maloney, chefe de investimento e governação do

 

Nestlé

A Nestlé disse que “já está a fazer análises de cenários para avaliar os impactos físicos na cadeia de valor num horizonte temporal mais longo“, acrescentando que isso “proporcionaria orientação para as ações de mitigação e adaptação em todo o abastecimento de matéria-prima e pegadas operacionais“.

O grupo anunciou recentemente progressos no combate à desflorestação, melhoria da gestão da água eoutras iniciativas de sustentabilidade.

A iniciativa dos investidores surge antes da próxima ronda de conversações globais sobre o clima, a decorrer na Escócia, em novembro, onde os governos serão instados a acelerar os seus esforços para alcançar zero emissões líquidas, até 2050. Segue-se à divulgação de um relatório de referência sobre o clima das Nações Unidas, em agosto, alertando que o aquecimento global está perigosamente perto de ficar fora de controlo.

As empresas foram identificadas com base em pesquisas do IIGCC e da empresa de dados de risco climático Four Twenty Seven.

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