Variedade de snacks Undercover de quinoa com chocolate, incluindo versões de chocolate de leite, chocolate negro e sal marinho

Mondelez adquire marca de snacks saudáveis Undercover Snacks

Mondelez entra no capital da marca norte-americana de snacks à base de quinoa, reforçando a oferta de produtos sem glúten

A Mondelez International adquiriu uma participação maioritária na Undercover Snacks, empresa norte-americana especializada em snacks sem glúten à base de quinoa e cobertos de chocolate. Os termos financeiros não foram divulgados e a conclusão está prevista para o primeiro trimestre de 2027.

“A marca é altamente complementar ao nosso portefólio atual, expandindo a nossa presença no segmento de indulgência permitida“, afirmou Dirk Van de Put, presidente executivo da Mondelez.

A Undercover Snacks comercializa snacks à base de quinoa, cobertos de chocolate e sem glúten, com teores de proteína, fibra e outros nutrientes. Os produtos estão disponíveis em retalhistas como Walmart, Whole Foods Market e Target. A fundadora e CEO, Diana Levy, continuará a liderar a empresa após a entrada da Mondelez no capital.

A marca junta-se a outros investimentos da Mondelez, como Grenade, Perfect Snacks, Tate’s Bake Shop e Hu. O diretor de operações, Luca Zaramella, citado pela GlobalData, adiantou que o grupo continuará a privilegiar aquisições destinadas a preencher lacunas geográficas ou de categoria, com operações que poderão aproximar-se dos mil milhões de dólares.

Vendas crescem 2,1% no terceiro trimestre

No terceiro trimestre, as receitas orgânicas da Mondelez aumentaram 2,1%, com um crescimento de 4,1% nos mercados emergentes e de 0,8% nos mercados desenvolvidos. O resultado por ação ajustado subiu 5,5%, para 0,78 dólares.

O grupo manteve as previsões para 2026, que apontam para um crescimento orgânico das receitas de, pelo menos, 2%, e uma evolução do resultado por ação ajustado entre uma estabilização e uma subida de 5%, a taxas de câmbio constantes.

Excedente de cacau apoia perspetivas

A Mondelez antecipa um crescimento expressivo do resultado por ação em 2027, apoiado na evolução dos volumes, nos mercados emergentes e na estabilização da Europa. O diretor financeiro, Amit Banati, reconheceu a pressão dos custos, incluindo os associados à guerra no Médio Oriente, mas destacou os ganhos de produtividade como forma de compensar a inflação.

Outro fator favorável é a evolução do mercado do cacau. A empresa prevê terminar 2026 com um excedente de cerca de 500 mil toneladas, que poderá compensar um défice de mercado estimado em 190 mil toneladas, associado às colheitas na Costa do Marfim e no Gana e aos riscos climáticos. Segundo Banati, os fundamentos do mercado estão atualmente numa posição mais favorável do que durante a crise de preços anterior.

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