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Mais de 500 empresas enfrentam Donald Trump pela guerra comercial com a China

Foto Shutterstock

As empresas norte-americanas fizeram uma frente comum para protestar contra a guerra comercial promovida pelo presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump. Um grupo composto por 661 entidades (141 associações empresariais e 520 empresas), endereçou uma carta a Donald Trump advertindo que a escalada da imposição de tarifas à China afetará os consumidores e os seus negócios, provocando a perda de dois milhões de empregos e de um ponto percentual no crescimento económico.

A ação é organizada pelo grupo Tariffs Hurt the Heartland e as empresas aderentes representam sectores como o comércio a retalho, a indústria, a tecnologia e a agricultura. “As tarifas adicionais terão um impacto negativo, significativo e a longo prazo para as empresas, os agricultores, as famílias e a economia norte-americana”, pode ler-se na carta, onde se pede à administração de Donald Trump que regresse à mesa de negociações e trabalhe para uma solução global.

Entre os signatários estão a Walmart, a maior empregadora privada do país, a Target, a Costco ou a Levis Strauss. Em maio, também a Nike, Adidas e Under Armour tinham alertado que elevar em 25% as tarifas aos produtos importados da China teria um “efeito catastrófico para o consumidor”.

As empresas insistem que todos têm a perder com o escalar da guerra comercial e recordam que as tarifas são pagas diretamente por quem importa e não pela China, como argumenta Donald Trump. De acordo com os seus cálculos, uma subida adicional, somada às já aplicadas, custaria 1.776 euros a cada família norte-americana.

 

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