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Comércio eletrónico cresce 14% na Europa em 2019

Foto Shutterstock

O comércio eletrónico continua no caminho de crescimento em 2019, após ter crescido quase 12% no ano passado.

Este ano, o aumento poderá ser de 14%, para os 621 milhões de euros, segundo o estudo “European B2C Ecommerce Report 2019”, do Ecommerce Europe e EuroCommerce. O gasto médio por consumidor supera já os 1.460 euros.

A Europa Ocidental representa 66% do volume total do e-commerce europeu, com 363 mil milhões de euros. No ano passado, o e-commerce B2C value já 3,82% do PIB na região. O sul do continente vale 78 mil milhões de euros, 14% do total.

O país com a mais elevada taxa de penetração do e-commerce é a Suíça, com 88%, seguida do Reino Unido, com 87%, e da Dinamarca, com 86%. Os indicadores mais baixos são os da Bulgária (31%), Roménia (26%) e Ucrânia (22%).

No que se refere às vendas transfronteiriças, o estudo destaca o peso das compras feitas a outros países europeus, sobretudo em Malta (89%), Chipre (83%) e Luxemburgo (82%).

Em toda a Europa, a Amazon é o principal operador, mas nos países do bloco central e em Portugal o domínio é do AliExpress.

O estudo destaca também os travões para a compra online e os desafios para os consumidores, nomeadamente, as queixas quanto a entregas, as dúvidas em torno da receção e devolução de bens e serviços, a apresentação de reclamações e a segurança dos pagamentos. A celeridade na entrega representa a principal preocupação dos consumidores de Montenegro (22%), da Hungria (12%) e da Turquia (10%), enquanto a segurança de pagamentos é destacada pelos portugueses (29%) e turcos (25%). “Na Ecommerce Europe estamos muito satisfeitos de ver que o sector do comércio eletrónico continua a crescer na Europa. Há numerosos fatores que contribuíram para o seu desenvolvimento nos últimos anos. Não obstante, pese embora os progressos feitos no seio do Mercado Único Digital, as empresas ainda têm de fazer face a numerosas barreiras ao seu desenvolvimento, especialmente no comércio transfronteiriço. Portanto, necessitamos de um plano de ação ambicioso, mas concretizável, a nível europeu e acelerar os nossos esforços”, indica Marlene Ham, secretária gera da Ecommerce Europe. “Em primeiro lugar, temos de assegurar-nos que cumpre a regulação já vigente antes de criar uma nova normativa. Em segundo lugar, temos de harmonizar as regras e standards básicos, de modo a que as empresas tenham a garantia de que existe um mesmo enquadramento legislativo em toda a Europa. E, por último, necessitamos de investir em tecnologia e competências digitais, de modo a que o comércio eletrónico lidere o futuro digital da Europa”.

Por seu turno, Christian Verschueren, diretor geral do EuroCommerce, destaca que o estudo “permite compreender o estado de cada mercado nacional. Está claro que a Europa, no seu conjunto, necessita de atualizar-se em matéria tecnológica se tivermos em consideração os últimos avanços no resto do mundo, sobretudo na China e nos Estados Unidos da América. É, portanto, uma mensagem para os negócios, mas também para os reguladores. Continuaremos a trabalhar para melhorar as condições para o crescimento do e-commerce, de modo a contribuirmos para a inovação e competitividade global do retalho europeu. Há muito potencial, com um mercado de mais de 500 milhões de consumidores, mas aspetos como a fragmentação da legislação de consumo, IVA, etiquetagem e distribuição dissuadem os empresários e impede-os de explorá-lo”.

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