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Geração Z com as mais elevadas expectativas quanto à honestidade das marcas

Foto Shutterstock

O The Consumer Goods Forum e a agência global Futerra lançaram um estudo realizado junto de consumidores dos Estados Unidos da América, Reino Unido, Índia e África do Sul, que revela as diferenças na perceção dos Millennials e da Geração Z quanto à honestidade das marcas e retalhistas.

De acordo com o estudo, nos mercados britânico e norte-americano, 66% dos Millennials pensam que as marcas nunca são honestas ou não o são suficientemente quanto a assuntos ambientais, uma perceção que sobe para 79% junto da Geração Z.

No que concerne ao tratamento dos colaboradores das unidades de produção, 69% dos Millennials consideram que as marcas não são, ou não são suficientemente, honestas, valor que sobre para 84% dos consumidores da Geração Z. Também na Índia se verifica esta tendência, com 59% dos Millennials a considerarem que as marcas nunca são honestas, ou não o são suficientemente, a este respeito, aumentando para 82% junto da Geração Z.

A pesquisa também mostra que, enquanto quase 90% dos Millennials e da Geração Z apreciariam receber informações honestas quanto aos produtos, apenas 42% dos consumidores desta última geração acreditam que as marcas a fornecem. Junto dos Millennials, o valor sobe para 66%. Daí que o estudo defina a Geração Z como a “geração honesta”.

58% dos Millennials e da Geração Z confiariam mais numa marca se esta partilhasse os seus desafios e progressos quanto a temas sensíveis. Quase metade dos consumidores da Geração Z confirma que procuram mais por produtos honestos quando fazem as suas compras. “Os Millennials obrigaram as marcas a ter um propósito, mas a Geração Z exige provas do mesmo. Esta geração foi criada a questionar as notícias falsas, a suspeitar do secretismo e a considerar a honestidade algo de sagrado. É a geração honesta e o seu apetite por transparência radical quanto a temas ambientais e sociais está a crescer. Não espera que as marcas sejam perfeitas, mas exige que sejam confiáveis. Os CEOs que tiverem coragem para terem uma abertura total serão recompensados, mas as marcas que esconderem assuntos arriscam-se a ser esquecidas”, afirma Solitaire Towsend, cofundadora da Futerra

Para Peter Freedman, managing director do The Consumer Goods Forum, “com a Geração Z a tornar-se na maior franja da população, em 2019, representando 32%, é crucial para as marcas melhorarem a transparência quanto à segurança ambiental, social e para a saúde dos seus produtos, de modo a construir a confiança junto do maior segmento de consumidores em todo o mundo”.

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