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46% dos consumidores europeus reduziu significativamente o consumo de carne

Foto Shutterstock

Um inquérito pan-europeu, realizado pela ProVeg International em parceria com a Innova Market Insights, a Universidade de Copenhaga e a Universidade de Ghent, no âmbito do projeto Smart Protein, indica que há uma mudança significativa para a alimentação baseada em plantas em todo o continente.

O estudo, intitulado “O que os consumidores querem: um inquérito europeu sobre as atitudes dos consumidores em relação aos alimentos à base de plantas, com foco nos flexitarianos”, revela que 46% já reduziu significativamente o seu consumo de carne e que perto de 40% tenciona consumir menos carne num futuro próximo.

Cerca de 30% dos consumidores pretendem também reduzir o seu consumo de lacticínios e, em contrapartida, perto de 30% planeia consumir substancialmente mais lacticínios e produtos à base de plantas.

 

Perceções sobre os produtos à base de plantas

Quase metade dos flexitarianos (45%) considera que não há opções “plant based” suficientes nos supermercados e restaurantes. 50% avalia as opções baseadas em plantas como demasiado caras.

O estudo revela, ainda, que 48% gostaria de mais informações sobre produtos à base de plantas. Quase dois terços dos flexitarianos (61%) confia que os alimentos baseados na proteína vegetal são seguros e que estão rotulados com precisão (60%).

As batatas e o arroz são os ingredientes preferidos para uma dieta “plant-based”, seguidos pelas lentilhas, amêndoas e grão-de-bico. Nas prateleiras dos supermercados, gostariam de ver mais alternativas vegetais para a carne de aves e de bovino, para o salmão e para o atum. Os flexitarianos gostariam especialmente de ter disponíveis alternativas para o mozzarella e queijo fatiado.

 

Drivers da compra

O sabor e a saúde são os principais impulsionadores em termos de compras de alimentos à base de plantas, seguidos de frescura, da ausência de aditivos e dos preços mais baixos.

O inquérito sugere um enorme potencial para alimentos à base de plantas na Europa e dá luz verde a todos os intervenientes relevantes no campo para desenvolverem mais e melhores produtos. A procura por proteínas alternativas está a crescer a um ritmo notável, sem fim à vista“, indica Jasmijn de Boo, vice-presidente da ProVeg International.

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