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10 tendências globais de consumo para 2022

Foto Shutterstock

A consultora Euromonitor International lançou as “10 Principais Tendências Globais de Consumo 2022”. O relatório anual define as tendências que vão motivar o comportamento dos consumidores e desafiar estratégias de negócios este ano.

Sempre com um Plano B, Agentes do Clima, Idosos Digitais, Aficionados Financeiros, A Grande Renovação da Vida, O Movimento Metaverso, Antigos Produtos, Novos Donos, Urbanos Rurais, Em Busca do Amor-Próprio e O Paradoxo da Socialização são as tendências de consumo para este ano.

 

Sempre com um Plano B

A primeira destas tendências reflete como os consumidores encontram soluções criativas para comprar os produtos que desejam ou pesquisam as próximas melhores opções, diante da escassez causada por interrupções nas cadeias de abastecimento. Estes momentos de escassez estão a forçar as empresas a se articularem e fornecerem novas soluções para garantir o acesso dos clientes a produtos e serviços. Empresas e distribuidores devem usar os dados para melhorar a visibilidade da cadeia de suprimentos, aprimorar as operações e repensar os investimentos.

 

Agentes do Clima

O ativismo verde e os estilos de vida baseados no baixo carbono vieram para ficar. A eco ansiedade e a emergência climática promovem o ativismo ambiental para uma economia “net zero”. Em 2021, 35% dos consumidores em todo o mundo reduziu ativamente suas emissões de carbono.

Os consumidores esperam, assim, que as marcas se posicionem e estão a agir através dos produtos que compram, à medida que as preocupações com a emergência climática aumentam. A Euromonitor indica que 78% dos profissionais acredita que as mudanças climáticas afetarão a procura do consumidor, alterando comportamentos, necessidades e preferências. Para conquistar os Agentes do Clima, as empresas devem comprometer-se a reduzir sua pegada de carbono e alinhar sua oferta a essas expectativas.

 

Idosos Digitais

A pandemia ampliou a mente dos consumidores mais velhos para os benefícios do mundo digital. Agora familiarizados e confortáveis com a tecnologia, os Idosos Digitais têm autonomia para fazer compras e utilizar os serviços através desse canal.

As empresas que atendem com sucesso este grupo devem desenvolver dispositivos fáceis de usar e simplificar as tecnologias existentes. Para que os idosos adotem soluções digitais, estas devem ser simples e diretas. Se o uso de produtos ou serviços for confuso, os Idosos Digitais optarão pela concorrência.

 

Aficionados Financeiros

Os consumidores estão também a ganhar confiança para investir e a tornar-se experientes em poupar para fortalecer a sua segurança financeira. Os Aficionados Financeiros assumem o controlo do seu próprio dinheiro e usam serviços para rastrear as transações que efetuam. Mais de metade dos consumidores acredita que estará melhor financeiramente, nos próximos cinco anos.

Nesse sentido, retalhistas e marcas devem colaborar com as empresas de serviços financeiros para facilitar formas alternativas de pagamentos, como as criptomoedas ou as opções “compre agora e pague depois”, e construir uma experiência integrada com os consumidores.

 

A Grande Renovação da Vida

De acordo com a Euromonitor, em 2022, a paixão e o propósito vão impulsionar a ação. A pandemia conduziu os consumidores a uma Grande Renovação da Vida, resultando em mudanças pessoais drásticas e num recomeço coletivo em relação a valores, estilos de vida e objetivos. Na realidade, assistiu-se um número recorde de funcionários a abandonarem os seus empregos, no ano passado.

Assim, as empresas têm uma oportunidade de inovar em bens, serviços e experiências que respondam a este momento único, juntamente com um marketing que reconheça e abrace esta revolução.

 

O Movimento Metaverso

No ano passado, o mundo físico e o digital colidiram. Agora, o mundo digital está a evoluir para além das reuniões virtuais, no sentido de realidades imersivas 3D, e os consumidores estão a adotar esses espaços digitais para socializar com as suas comunidades.

Marcas como a Gucci e o Facebook, que foi renomeado para Meta, já começaram a investir no Movimento Metaverso. Em 2022, haverá oportunidades para que as empresas construam a equidade nesse novo ecossistema digital e impulsionem o comércio eletrónico e as vendas de produtos virtuais, à medida que o acesso se expande.

 

Antigos Produtos, Novos Donos

Economizar é a tendência. Os consumidores estão a mudar a mentalidade de possuir algo para ter experiências. Sustentabilidade e individualidade estão a remover o estigma associado às compras de segunda mão e a impulsionar os marketplaces pessoa a pessoa. De acordo com a consultora, 33% dos consumidores compra itens usados ou de segunda mão com um intervalo de poucos meses.

Nessa medida, as empresas precisam fazer mais com menos. O investimento em iniciativas de economia circular, como programas de reciclagem, aluguer ou revenda, agregará valor ao mesmo tempo que impacta positivamente o meio ambiente.

 

Urbanos rurais

No ano passado, os consumidores mudaram-se temporariamente para áreas rurais ou passaram mais tempo na natureza. Agora, esta mudança está a tornar-se permanente.

Mas nem todos os consumidores estão dispostos a desistir da vida urbana e os moradores da cidade também querem que esses benefícios sejam trazidos para os seus bairros. A incorporação de iniciativas mais sustentáveis nas áreas metropolitanas, como cultivo dentro de casa e jardins em terraços, terá repercussão entre os Urbanos Rurais. As empresas que fortalecerem a distribuição do comércio eletrónico, expandirem as linhas de produtos sustentáveis e atenderem os Urbanos Rurais sairão como vencedoras.

 

Em Busca do Amor-Próprio

Em 2022, aceitação, autocuidado e inclusão estão na vanguarda do estilo de vida do consumidor. As pessoas Em Busca do Amor-Próprio priorizam a própria felicidade, sentindo-se confortáveis na sua pele e desfrutando de bens e serviços que elevam seu sentido de identidade.

Desse modo, as empresas precisam de apoiar os consumidores na sua jornada e compreender assuas prioridades para instruir as inovações. Ofertas que ajudem os consumidores a sentirem-se realizados, positivos e autoconfiantes vão melhorar a perceção das marcas.

 

O Paradoxo da Socialização

Os consumidores estão também a aproximar-se de um regresso à vida pré-pandémica de maneiras distintas, com base nos seus níveis de conforto. Alguns consumidores estão ansiosos para retomar suas atividades normais, enquanto outros hesitam, criando o Paradoxo da Socialização. Note-se que 76% dos consumidores tomou precauções de saúde e segurança ao sair das suas casas, em 2021.

Face a isto, as empresas precisam de levar em consideração os oscilantes níveis de conforto. Do mesmo modo que os consumidores fazem compras online por conveniência ou segurança, também anseiam por conexões interpessoais significativas. Usar uma abordagem mista para atender ao novo normal dos consumidores será, então, crucial.

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