in

Vianney Mulliez deixa presidência da Auchan Retail

O Grupo Auchan anunciou que Vianney Mulliez deixará o cargo de presidente do seu negócio principal, a Auchan Retail, embora continue a ser presidente da Immochan.

Após a sua partida, Régis Degelcke, veterano do Leroy Merlin e da ADEO, negócio de bricolage do grupo, assumirá as funções de CEO, a partir de 8 de março.

Além disso, a divisão de retalho também iniciou um novo projeto, Vision 2025, com foco na sua reestruturação corporativa e estratégia de marca.

Vianney Mulliez, sobrinho do fundador da Auchan, Gérard Mulliez, esteve 11 anos a liderar o negócio de retalho. Sob a sua gestão, a Auchan Retail Global sofreu uma transformação para se tornar num negócio de retalho eficiente, mais recentemente através do seu projeto de simplificação de insígnias, iniciativas abrangentes para reforçar a sua oferta em França e a introdução de vários novos formatos, bem como decisões de investimento na Rússia e na China.

A renúncia de Vianney Mulliez, no entanto, levanta a questão se se trata de um conflito puramente familiar ou de um movimento maior na estratégia geral do grupo.

Segundo o Planet Retail, resta saber se a nova liderança continuará no caminho atual ou levará a Auchan a uma nova direção competitiva, ao divergir da sua atual área de especialidade. A nova gestão da Auchan mostra pouca experiência com quaisquer operações em França, o mercado mais crítico da Auchan, ou outros mercados-chave como a China e a Rússia, o que suscita preocupações com os negócios prósperos da Auchan no leste. 

A mudança acontece num momento difícil para Auchan França, quando os seus concorrentes Casino e Carrefour se retiraram de operações internacionais para fortalecer as competências essenciais em casa. O negócio está em grave necessidade de uma forte liderança, com uma profunda compreensão da competência central da Auchan, a fim de resgatar a sua operação de hipermercados, que representa 70% da receita anual.

Publicidade

E.Life revela qual será o futuro do atendimento automático inteligente

Qual vai ser o futuro da marca própria?