Carrinho de compras rosa com uma pinhata vermelha em forma de casa e um coração branco

Um em cada três consumidores compra produtos descobertos nas redes sociais

Quase um em cada três consumidores nos mercados ocidentais compra produtos que descobriu inicialmente através das redes sociais, revela um estudo da NielsenIQ (NIQ).

Os resultados , apresentados durante o Consumer Goods Forum Global Summit, apontam para uma alteração na forma como os consumidores conhecem, avaliam e escolhem produtos, impulsionada pelo crescimento do comércio social, das transmissões em direto, dos modelos de entrega rápida e das plataformas de inteligência artificial.

Estes formatos, já amplamente utilizados nos mercados asiáticos, estão a ganhar espaço na Europa e noutros países ocidentais. Paralelamente, os consumidores recorrem cada vez mais a ferramentas de inteligência artificial para obter recomendações e descobrir novos produtos.

Adoção ainda é desigual na Europa

Apesar do crescimento destas tendências, a adesão ao comércio social e ao live commerce continua a variar entre os diferentes mercados. Cerca de dois terços dos consumidores europeus ainda não utilizaram estes modelos de compra. No entanto, a NIQ considera que a rápida evolução dos hábitos de consumo representa uma oportunidade para retalhistas e marcas que consigam entrar antecipadamente nestes canais.

As empresas que integrem o comércio social nas suas estratégias poderão ganhar vantagem competitiva, sobretudo através da combinação entre conhecimento do consumidor, ativação comercial e medição de resultados em tempo real.

E, neste processo, a inteligência artificial assume um papel central, ao permitir criar recomendações mais personalizadas e experiências de compra interligadas entre plataformas e canais.

Retail media vale 161 mil milhões de euros

Nos mercados ocidentais, o investimento tem-se concentrado sobretudo no retail media, nos dados e na infraestrutura necessária para monetizar audiências distribuídas por diferentes canais. Segundo a NIQ, o mercado global de retail media já representa 184 mil milhões de dólares, aproximadamente 161,3 mil milhões de euros.

Os mercados orientais, por sua vez, têm avançado mais rapidamente na criação de ecossistemas integrados, apoiados pela personalização através de inteligência artificial e por modelos de comércio mais ágeis.

A consultora considera que a próxima fase de evolução passará pela aproximação destas duas abordagens: a capacidade de monetização e análise de dados desenvolvida no ocidente e a rapidez, integração e personalização dos ecossistemas asiáticos.

Para Emilie Darolles, presidente da NIQ para a Europa Ocidental, o comércio está a evoluir para um modelo global conectado, no qual a inteligência artificial transforma a forma como os consumidores descobrem e escolhem produtos. As marcas mais competitivas serão, segundo a responsável, aquelas que combinarem as diferentes abordagens e se adaptarem em tempo real.

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