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Rutura na cadeia de abastecimento será prolongada até 2023

Foto Shutterstock

A Covid-19 tem pressionado a cadeia de abastecimento: engarrafamentos nos portos, aumento do custo de contentores ou armazéns sem stock. Com a reabertura económica, a procura despertou, mas a oferta escasseia. O final do ano, com campanhas como a Black Friday, o 11/11 ou Dia dos Solteiros ou, ainda, o Natal, está numa corda bamba, uma vez que o desajuste vai persistir até 2023, segundo a American Fuel & Petrochemical Manufacturers (Afmp), que realizou recentemente a convenção internacional da indústria petroquímica em Houston, nos Estados Unidos da América.

Para fazer face a possíveis ruturas de stock, as empresas estão a apostar no transporte aéreo, aumentando os custos e, por conseguinte, reduzindo as margens. Com a indústria marítima em plena reorganização e problemas operacionais derivados da paralisação derivada da pandemia, os contentores rareiam e os preços dos fretes dispararam, passando dos milhares de euros, de há um ano, para os atuais 10 mil euros.

 

Portos congestionados

A quebra na cadeia de abastecimento afetará o Produto Interno Bruto (PIB) mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) já baixou as suas previsões para 2021. “A pandemia afetou mais do que o esperado muitas ligações da cadeia de fornecimento global, com interrupções mais longas do que o esperado, o que tem alimentado, ainda mais, a inflação em muitos países“, diz no World Economic Outlook.

No transporte marítimo, a escassez de contentores disparou os preços, embora pagar mais não seja uma garantia para receber os bens. Os portos estão a registar níveis recorde de congestionamento, caso do de Los Angeles, que no passado dia 13 de outubro, tinha cerca de 97 navios ancorados, perto do recorde de 100 registado a 19 de setembro.

Após reunião do Executivo norte-americano, foi acordado que o porto de Los Angeles, deverá permanecer operacional as 24 horas por dia, os sete dias por semana, mas alguns profissionais questionam a eficácia da medida. “Isto permite que as transportadoras vão à noite buscar os contentores, mas não implica que o porto trabalhe com maior capacidade, por isso, os contentores funcionam, mas os navios têm a mesma capacidade“, diz Robert Khachatryan, fundador e diretor de operações da empresa de logística Freight Right, citado pela Modaes. Além disso, salienta, muitas companhias marítimas não aceitam mercadoria à noite.

 

Alternativas

A logística procura, então, alternativas para além do transporte marítimo, mas o transporte rodoviário também enfrenta os seus próprios desafios. À falta de motoristas junta-se a de camiões, intensificada pela pandemia. Bob Costello, economista-chefe da American Trucking Associations (ATA), considera que se trata de um desafio sem precedentes, devido às alterações demográficas. “A idade média dos trabalhadores é superior a 50 anos e são predominantemente homens“, explica. “Os mais novos têm uma média de 35 anos, por isso, o problema da idade não está a melhorar“, avança a mesma publicação.

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