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Outubro com quebras dramáticas de faturação da restauração e alojamento

Foto Miguel/Valente

A persistente e agravada situação pandémica tem provocado uma inibição do consumo e uma drástica redução da faturação. O inquérito mensal da AHRESP, relativo ao mês de outubro, vem revelar uma intenção de requerer insolvência de 41% das empresas de restauração e 19% das empresas de alojamento.

Ao nível do emprego, 47% das empresas de restauração e 27% das empresas de alojamento indicaram que já efetuaram despedimentos desde o início da pandemia.

A faturação do mês de outubro foi devastadora, com mais de 43% das empresas de restauração e bebidas a registarem quebras homólogas acima dos 60%. No alojamento turístico, mais de 36% das empresas registaram quebras homólogas de faturação acima dos 90%.

 

Manutenção do emprego

Como consequência da forte redução de faturação, cerca de 14% das empresas de restauração e bebidas não conseguiram efetuar o pagamento dos salários em outubro e 11% só o fez parcialmente. Cerca de 23% das empresas assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do ano.

No alojamento turístico, 23% das empresas não registaram qualquer ocupação no mês de outubro e 30% indicou uma ocupação máxima de 10%. Para o mês de novembro, cerca de 50% das empresas estimam uma taxa de ocupação zero e mais de 24% perspetiva uma ocupação máxima de 10%. Para os meses de dezembro e janeiro, a estimativa de ocupação zero agrava-se, sendo referida por mais de 57% das empresas.

Como consequência da forte redução de faturação, cerca de 21% das empresas não conseguiram efetuar o pagamento dos salários em outubro e 9% só o fez parcialmente. Mais de 15% das empresas assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do ano.

Estes resultados nacionais, quer da restauração e bebidas, quer do alojamento turístico, não evidenciam diferenças significativas entre as várias regiões.

 

Programa de Emergência

Perante os resultados evidenciados neste inquérito, a AHRESP elaborou e apresentou um Programa de Emergência, com 10 medidas para salvar empresas e postos de trabalho. A associação considera que, com as novas restrições em grande parte do território português, o funcionamento das atividades económicas será necessariamente agravado, sendo, por isso, ainda mais urgente a disponibilização de medidas para estes sectores. Exemplo desse agravamento são os dados publicados pelo INE, referentes ao terceiro trimestre (período normal de maior empregabilidade), revelando que a restauração e o alojamento perderam 49.200 postos de trabalho face ao mesmo período de 2019.

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