Logótipo da Nike composto pelo icónico símbolo gráfico conhecido como “Swoosh”, apresentado a preto sobre um fundo neutro cinzento-claro

Nike lidera nas redes sociais, mas Apple continua a ser a marca mais valiosa do mundo

Estudo revela um fosso crescente entre valor financeiro e influência digital: marcas desportivas dominam a atenção nas redes sociais

A marca mais valiosa do mundo não é a que reúne mais seguidores nas redes sociais. Esta é uma das principais conclusões de uma análise da Tradingpedia que cruza os rankings de valor de marca da Brand Finance com o número de seguidores no Instagram, revelando diferenças significativas entre o peso económico das empresas e a sua capacidade de captar a atenção do público online.

Segundo o estudo, a Apple mantém o estatuto de marca mais valiosa do mundo em 2026, com um valor estimado superior a 607 mil milhões de dólares. No entanto, quando o critério é a popularidade nas redes sociais, a liderança pertence à Nike, que soma cerca de 292 milhões de seguidores no Instagram.

A análise mostra que as marcas associadas ao desporto, ao entretenimento e à cultura digital têm uma vantagem clara na conquista de audiências online. Atrás da Nike surgem a National Geographic, com 269,5 milhões de seguidores, o clube espanhol Real Madrid, com 178,7 milhões, e o FC Barcelona, com 145,4 milhões.

O estudo destaca ainda o domínio do futebol no universo das redes sociais. Clubes como Real Madrid, FC Barcelona, Manchester United, Paris Saint-Germain e Juventus, bem como competições como a Premier League, a UEFA Champions League e o Mundial de Futebol, figuram entre as marcas com maior alcance digital. A combinação de uma base global de adeptos, competições permanentes e forte ligação emocional explica o elevado nível de envolvimento dos seguidores.

Em contraste, marcas de luxo e moda como Chanel, Louis Vuitton, Zara e Victoria’s Secret mantêm uma presença relevante, mas com níveis de seguidores inferiores aos registados pelo universo desportivo. O estudo sugere que estas empresas privilegiam estratégias centradas na exclusividade e no posicionamento premium, em vez da procura de audiências massificadas.

Os Estados Unidos lideram a distribuição geográfica das marcas mais influentes, reunindo nomes como Nike, NASA, NBA, Marvel, National Geographic e Victoria’s Secret. Espanha surge em segundo lugar, impulsionada pelo peso do futebol e da moda, enquanto Reino Unido e França reforçam a sua presença através de ligas desportivas, clubes de futebol e marcas de luxo.

De acordo com Brian McColl, da Tradingpedia, a análise demonstra que a relevância digital é cada vez mais determinada por fatores como emoção, identidade e visibilidade constante, mais do que pela dimensão financeira das empresas. O especialista considera que plataformas como o Instagram funcionam atualmente como um verdadeiro “barómetro cultural”, em que as marcas mais fortes são aquelas que conseguem criar comunidades e experiências com as quais os consumidores se identificam.

A investigação conclui que, numa economia cada vez mais influenciada pelos algoritmos e pelas redes sociais, o valor de uma marca não se mede apenas pelo seu desempenho financeiro. A capacidade de gerar identificação, pertença e envolvimento poderá ser tão importante quanto os indicadores tradicionais de mercado.

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