Nike Foto Shutterstock

Nike corta 1.400 postos de trabalho em nova vaga de reestruturação

A Nike vai despedir cerca de 1.400 trabalhadores no âmbito de uma nova estratégia de racionalização e aumento de eficiência, numa altura em que a multinacional norte-americana de artigos desportivos procura recuperar de vários anos de quebra de vendas.

Numa mensagem enviada aos colaboradores, o diretor de operações, Venkatesh Alagirisamy, explicou que os cortes incidirão sobretudo nas operações globais da empresa, em particular nas áreas tecnológicas, e abrangerão a América do Norte, Ásia e Europa. A redução representa pouco menos de 2% da força laboral mundial da Nike.

Esta decisão surge na sequência de outras medidas recentes de redução de efetivos. Em janeiro, segundo a Reuters, a empresa já tinha eliminado cerca de 775 postos de trabalho, no âmbito de um plano para acelerar a automatização de processos.

O presidente executivo, Elliott Hill, que assumiu funções em 2024, tem vindo a delinear uma estratégia de reposicionamento da marca, centrada em modalidades como corrida e futebol, e no reforço da capacidade de lançar produtos inovadores de forma mais rápida.

Para o trimestre em curso, a Nike antecipa uma quebra de vendas entre 2% e 4%, com especial incidência na China, onde prevê uma descida na ordem dos 20%.

Segundo a Reuters, a Nike não revelou o impacto financeiro esperado com esta nova vaga de despedimentos, mas indicou que a reestruturação permitirá otimizar a integração das cadeias de abastecimento e concentrar as operações tecnológicas em dois polos principais: a sede em Beaverton, no Oregon, e o Nike India Technology Center.

Cartaz da conferência Grande 26 Consumo: «Consumo na era da imprevisibilidade», 4 de novembro de 2026, Taguspark, Oeiras
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