As vendas da Infinitude Wines passaram de quatro mil garrafas, em 2024, para 16 mil, em 2025, ano para o qual a empresa aponta um volume de negócios estimado de 150 mil euros. No primeiro trimestre de 2026, a marca comercializou 4.500 garrafas e tem como objetivo atingir uma capacidade de venda anual de 40 mil garrafas.
A evolução comercial acompanha a entrada de Rodrigo Jardim Gonçalves no cargo de CEO. O responsável assume a liderança com o propósito de dar continuidade ao projeto familiar, apresentado publicamente como marca em 2017, e de consolidar uma estrutura empresarial orientada para o crescimento e a sustentabilidade financeira.
“O objetivo é construir uma empresa sólida, financeiramente sustentável e reconhecida pela qualidade dos seus vinhos e pela ligação genuína a Sintra e Colares”, afirma Rodrigo Jardim Gonçalves.
Novo CEO
Licenciado em Direito e sócio fundador da Jardim Gonçalves & Associados, o novo CEO tem acompanhado o desenvolvimento do projeto familiar, desde as questões legais relacionadas com a vinha até à estruturação do negócio.
A estratégia comercial prevê o reforço da presença no mercado português e uma internacionalização gradual, através da identificação de parceiros alinhados com o posicionamento da marca. O comunicado não identifica os mercados de destino nem estabelece um calendário para esta expansão.
“Queremos chegar a novos mercados de forma consistente e com os parceiros certos. A internacionalização não deve ser um fim em si mesma: tem de contribuir para valorizar os vinhos, dar a conhecer a região e assegurar um crescimento equilibrado e sustentável”, sublinha o responsável.
Novas referências
Numa apresentação em Lisboa, Rodrigo Jardim Gonçalves e João Lino, enólogo e diretor-geral da Infinitude Wines, deram a conhecer cinco referências do portefólio. A seleção inclui o Infinitude Indie de Areia 24, com um preço de venda ao público indicado de 33 euros; o Infinitude Colares Ramisco 17, de 57,50 euros; o Infinitude Indie Pinot Noir 25, de 15 euros; o Infinitude Legado 21, de 39 euros; e o Infinitude Pinot Noir 24, de 29 euros.
Segundo João Lino, o desenvolvimento dos vinhos procura preservar as características das uvas e do território. “Sintra e Colares oferecem condições muito particulares, e queremos que essa singularidade seja reconhecível nos vinhos que desenvolvemos”, afirma.
Sediado na Quinta da Azenha, em Sintra, o projeto tem na proximidade ao Atlântico e na tradição vitivinícola de Colares elementos centrais da sua identidade. Além da produção e comercialização de vinhos, a Infinitude Wines pretende desenvolver experiências de enoturismo na quinta, aproximando os visitantes da região e do processo de produção.








