Logótipo da Fundação Jerónimo Martins em fundo azul, associado às iniciativas sociais e educativas do grupo

Jerónimo Martins reforça Fundação com 40 milhões de euros

A verba destina-se a apoiar as populações afetadas pela tempestade Kristin, em Portugal, e pelo sismo de agosto, na Colômbia

A Jerónimo Martins vai reforçar, com uma doação de 40 milhões de euros, os recursos à disposição da Fundação Jerónimo Martins para apoiar as populações afetadas pela tempestade Kristin, em Portugal, e pelo sismo de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia a 10 de agosto.

A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração do grupo, com o objetivo de permitir à Fundação responder às necessidades sociais e humanitárias provocadas pelas duas catástrofes.

Os fundos serão destinados, em particular, a pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconómica e à reconstrução, reabilitação e reparação de habitações e infraestruturas. O apoio abrange também o reequipamento e a recuperação da capacidade operacional de equipamentos sociais, incluindo creches e lares de idosos, afetados pelos fenómenos extremos.

A doação vem somar-se ao reforço para 25 milhões de euros da dotação da Fundação Biedronka, realizado no primeiro trimestre de 2026, para assegurar a continuidade do apoio às vítimas das inundações que atingiram a Polónia em setembro de 2024. Na altura, a Fundação Jerónimo Martins ainda não se encontrava operacional.

Impacto das catástrofes

Segundo o grupo, trata-se de uma decisão de carácter extraordinário motivada pela excecionalidade dos eventos extremos que atingiram os dois países, com consequências devastadoras que levaram à declaração de situação de calamidade e de contingência, em Portugal, e à declaração de estado de emergência económica, social e ecológica, na Colômbia.

Em Portugal, a tempestade Kristin provocou rajadas de vento que atingiram a maior velocidade registada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e precipitação superior ao dobro da média dos últimos 30 anos. Na Colômbia, o sismo de agosto é descrito pelo grupo como o mais grave no país desde 1900.

As estimativas citadas pela Jerónimo Martins apontam para prejuízos económicos de 5,3 mil milhões de euros em Portugal, segundo o Governo português, e de cerca de 11 mil milhões de euros na Colômbia.

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