Logótipo iluminado a néon, com um símbolo azul e um triângulo vermelho

Carrefour prevê impacto até 200 milhões de euros com distúrbios em França

O grupo revê em baixa as previsões financeiras para 2026, devido às lojas pilhadas, aos encerramentos de lojas e ao aumento dos custos de segurança.

O Carrefour reviu em baixa as previsões financeiras para 2026, na sequência dos distúrbios sociais e dos problemas de segurança que afetaram as lojas em França. O impacto no resultado operacional poderá situar-se entre 80 e 200 milhões de euros, segundo Matthieu Malige, diretor financeiro do grupo, citado pela Reuters.

A empresa aponta a redução do consumo e do tráfego nas lojas, as restrições aos horários de funcionamento e o aumento dos custos de segurança e logística como fatores que estão a penalizar a atividade. A situação agrava a pressão sobre os consumidores franceses, já afetados pelo aumento dos preços da energia, numa fase decisiva para o retalho, com a aproximação do final do ano.

Carrefour revê metas financeiras para 2026

O Carrefour prevê agora que a margem operacional recorrente cresça entre zero e 15 pontos base, abaixo da meta anterior de 25 pontos base. Quanto ao resultado líquido ajustado por ação, espera uma evolução estável ou um ligeiro aumento face a 2025, em vez do crescimento de um dígito elevado anteriormente previsto. O investimento previsto para 2026 foi reduzido de 1,7 para 1,6 mil milhões de euros, refletindo uma diminuição do investimento em França.

“O Carrefour foi diretamente e fortemente afetado. Cerca de 50 das nossas lojas foram atingidas logo no primeiro dia, muitas foram pilhadas e os danos são consideráveis“, afirmou Alexandre Bompard, presidente executivo do Carrefour, numa conversa com analistas, referindo que o grupo está a apoiar os trabalhadores na reabertura das lojas afetadas, assim que estiverem reunidas as condições de segurança.

Os custos incluem mercadoria roubada ou destruída, danos nas instalações e equipamentos e despesas com encerramentos, podendo a operação continuar condicionada nas semanas seguintes.

Várias das 6.000 lojas em França foram encerradas preventivamente perante o risco de novos distúrbios, incluindo ao domingo e à segunda-feira. Segundo Matthieu Malige, o Carrefour reforçou também as medidas de proteção, nomeadamente através da contratação de equipas externas de segurança.

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