Insolvências
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Insolvências decrescem 3,2% no primeiro quadrimestre de 2022

Até final de abril, foram registadas 1.640 insolvências, valor que traduz um decréscimo de 3,2% face ao período homólogo do ano passado. As constituições, por sua vez, apresentaram um incremento superior a 20%, de acordo com a Iberinform.

Em abril, foram registadas 342 insolvências, menos 76 do que no mesmo período do ano passado, o que traduz uma diminuição de 18%. O total acumulado de 1.640 insolvências apresentou-se igualmente inferior ao registado em 2021, com uma redução de 55 insolvências.

Por tipologia de ação, no primeiro terço do ano, as declarações de insolvência requeridas por terceiros diminuíram 11% em relação ao mesmo período de 2021 (menos 36 ações), enquanto as apresentações à insolvência pelas próprias empresas registaram uma redução de 6,3% (menos 22 ações). Nos primeiros quatro meses do ano, registaram-se 10 encerramentos com plano de insolvência, menos quatro que em 2021, o que traduz uma diminuição de 29%.

Os distritos de Lisboa e do Porto são os que totalizaram maior número de insolvências, 420 e 421, respetivamente. Face a 2021, assinalou-se um aumento de 4,7% em Lisboa e uma diminuição de 2,3% no Porto.

Com diminuição nas insolvências destacam-se, ainda, os distritos de Bragança e Guarda (ambos com uma descida de 33,3%), Faro (-31%), Viana do Castelo (-30%), Castelo Branco (-25%), Portalegre (-25%), Braga (-20%), Aveiro (-18%) e Coimbra (-11%). Os aumentos surgem em seis distritos de Portugal continental: Santarém (+41%), Évora (+33%), Viseu (+29%), Setúbal (+17%), Beja (+13%) e Leiria (+11%).

Nas regiões autónomas, Ponta Delgada e Madeira apresentaram diminuições de 19% e 10%, respetivamente, enquanto em Angra do Heroísmo as insolvências tiveram um aumento de 33% e na Horta houve uma evolução negativa de zero, em 2021, para três insolvências, em 2022.

Diversos sectores de atividade fecharam o primeiro terço do ano com aumentos nas insolvências: Eletricidade, Gás, Água (+125%), Agricultura, Caça e Pesca (+15%), Comércio de Veículos (+3,6%), Indústria Transformadora (+0,8%) e Outros Serviços (+0,3%).

Com variação negativa destacam-se a Indústria Extrativa (-33%), Telecomunicações (-33%), Hotelaria/Restauração (-12%), Comércio por Grosso (-7,8%), Construção e Obras Públicas (-7,8%) e Comércio a Retalho (-4,3%).

 

Constituições crescem mais de 20%

No mês de abril, as constituições decresceram de 3.798, em 2021, para 3.187 em 2022, menos 611 novas empresas (-16%). Contudo, no total do ano, foram já criadas 17.043 empresas, mais 2.858 que no ano passado, valor que traduz um aumento de 20% face a 2021.

O número mais significativo de novas constituições registou-se em Lisboa, com 5.670 novas empresas (+40% que em 2021) e no Porto, com 2.827 empresas (+3,6%).

Os distritos de Portugal continental com aumentos nas constituições são Faro (+37%), Coimbra (+33%), Setúbal (+33%), Vila Real (+27%), Santarém (+12%), Guarda (+11%), Beja (+10%), Évora (+9,8%), Aveiro (+9%), Portalegre (+7,2%), Braga (+5,7%), Leiria (+3,2%), Viseu (+3,1%) e Viana do Castelo (+2,1%). Com variação negativa surgem apenas os distritos de Bragança (-18%) e Castelo Branco (-2,1%).

Nas regiões autónomas, a Madeira teve um aumento de 32% face a 2021, bem como Angra do Heroísmo (+19%) e Ponta Delgada (+17%). Na Horta registou-se uma diminuição de 26% face a 2021.

Nos primeiros quatro meses deste ano, os sectores que apresentaram variação positiva na constituição de novas empresas são Transportes (+101%), Hotelaria/Restauração (+44%), Outros Serviços (+28%), Construção e Obras Públicas (+16%), Telecomunicações (+16%), Indústria Transformadora (+6,2%), Comércio por Grosso (+4,5%), Comércio de Veículos (+2,7%) e Agricultura, Caça e Pesca (+1,5%).

Apenas o Comércio a Retalho e a Indústria Extrativa tiveram variações negativas de 22% e 10%, respetivamente.

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