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H&M com um prejuízo de 104 milhões de euros

Presença online na China desaparece

A H&M registou prejuízos no valor de 104 milhões de euros, no seu primeiro trimestre fiscal, terminado em fevereiro, o que compara com os lucros de 188 milhões de euros obtidos no período homólogo.

A multinacional de moda sueca, que está também a sofrer um pesado boicote da China, assegura que a sua posição financeira continua a ser sólida e que existem boas perspetivas de dividendos no outono. Não obstante, e porque a empresa recebeu apoios públicos no primeiro trimestre, não serão propostos dividendos em maio.

36% das lojas encerradas

A H&M relembra que, durante a segunda vaga da pandemia, cerca de 1.800 lojas permaneceram encerradas, 36% do total. Atualmente, o encerramento ainda atinge 30%.

No trimestre, contabilizadas em moeda local, as vendas encolheram 21%, para os 3.912 milhões de euros. O negócio online, contudo, cresceu 57%.

A cadeia sueca confirmou os planos para encerrar, este ano, 350 lojas, embora preveja a abertura de mais de 100. A maioria das aberturas acontecerá em mercados em crescimento e os encerramentos, principalmente, em mercados maduros.

 

Boicote da China

A H&M está também a sofrer um duro boicote da China, o seu quarto maior mercado, após ter anunciado, no ano passado, que deixaria de utilizar algodão de Xinjiang devido à prática de trabalhos forçados na minoria muçulmana uigure dessa região. Nesse sentido, a presença online da retalhista de moda praticamente desapareceu na China.

De acordo com a The Associated Press, a mais recente investida foi o desaparecimento dos produtos H&M das plataformas do Alibaba e da JD.com. A plataforma Baidu Maps e o serviço de mapas do Alibaba também eliminaram as localizações de 500 lojas H&M, que também não aparecem na aplicação de transportes Didi Chuxing, e a aplicação H&M não aparece nas apps stores.

A génese deste conflito remonta há alguns meses, quando a cadeia emitiu um comunicado no qual anunciava que deixaria de utilizar o algodão de Xinjiang pelos trabalhos forçados a que é submetida a minoria muçulmana uigure, após a BBC ter divulgado estas práticas. Pequim nega as acusações e diz que os campos onde estas pessoas se encontram não são de trabalhos forçados, mas “centros de reeducação” onde é oferecida “formação profissional”. Recentemente, os Estados Unidos da América, a Grã-Bretanha, a União Europeia e o Canadá impuseram sanções a funcionários chineses, por acusações de violação dos direitos humanos. Por sua vez, a China impôs sanções a funcionários britânicos, proibindo-os de entrar no país.

A H&M não é a única marca afetada por adotar uma posição contra o algodão de Xinjiang. Pelo menos 11 marcas norte-americanas e europeias, incluindo a Burberry, a Nike e a Adidas, estão a sofrer também um boicote. No caso da Nike e da Adidas, uma das últimas retaliações foi a eliminação do serviço de aplicações da Huawei.

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