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Economias emergentes perdem impulso em 2022

Foto Shutterstock

A Crédito y Caución prevê que o crescimento das economias emergentes diminua dos 6,9% registados, em 2021, para 3,7%, em 2022, devido aos efeitos da guerra na Ucrânia, aos constrangimentos nas cadeias de fornecimento, às baixas taxas de vacinação, em comparação com as economias avançadas, à retirada dos estímulos fiscais e ao aumento das taxas de juro oficiais, como resposta à inflação.

A Europa de Leste será a região emergente com pior desempenho. A imposição de sanções massivas à Rússia provocará uma contração de 2,8% no PIB da região, que registou, em 2021, um crescimento de 4,7%.

Em contraposição, a Ásia emergente vai crescer cerca de 5%, em 2022. Em 2021, a América do Sul recuperou em força da profunda contração económica provocada pela pandemia. Contudo, o crescimento vai perder impulso em 2022.

 

China

Na China, a subida dos preços mundiais da energia e das matérias-primas e o menor crescimento do comércio mundial vão pesar no PIB. Além disso, existem limitações internas, devido ao debilitado sector imobiliário e aos encerramentos impostos ocasionalmente para lutar contra os surtos da pandemia. Embora o crescimento devesse acelerar, a partir do segundo trimestre, devido à aplicação de medidas de estímulo, a Crédito y Caución prevê que a expansão do PIB abrande até aos 4,9%, após os 8,1% alcançados de 2021.

Na Índia, a vacinação está a avançar e a recuperação do consumo interno vai manter-se em 2022. Contudo, o aumento dos preços das matérias-primas vai desacelerar o crescimento até 7,3%, após os 8,1% registados em 2021.

A Crédito y Caución espera uma forte diminuição do crescimento do PIB turco até aos 2,1%, este ano, depois de um aumento de 11% no ano passado, já que o país continua a debater-se com uma inflação elevada, com interrupções na cadeia de fornecimento e com a incerteza geopolítica.

O crescimento do PIB também terá fortes reduções no Brasil, de 5% para 0,7%, e na Argentina, de 10,2% para 3,1%.

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