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Aposta em propostas de valor e melhores ofertas pode levar mais portugueses a comprar online

Foto Shutterstock

Os números do comércio eletrónico têm vindo a melhorar em Portugal, embora continuem longe do ideal. A pandemia acelerou “intenções” tanto de particulares como de empresas, mas há outros fatores que podem contribuir para os portugueses comprarem mais online.

De áreas diferentes, Sérgio Vieira, fundador e presidente executivo da 360 Imprimir, e Nuno Matias, country manager da AMEN, falaram na sessão Ecommerce Ecosystems & Agility, no Portugal Digital Summit, da experiência de lidarem com os efeitos da Covid-19 e partilharam as suas opiniões sobre o que podia melhorar para os portugueses comprarem mais online.

No pico da pandemia, o negócio da 360 Imprimir chegou a diminuir 80%. “Tivemos quebras muito grandes no nosso negócio, que acabaram por não ser compensadas pelo e-commerce”, indicou Sérgio Vieira. “Colocámos todas as pessoas em teletrabalho logo, para tentar salvaguardar algum impacto da pandemia, que ninguém sabia quanto tempo duraria”, contou. Entretanto os níveis de investimento em marketing foram reduzidos, as contratações congeladas e os investimentos planeados foram recalculados. “Só mais tarde, quando conseguimos ter um melhor contexto do que estava a acontecer, é que alterámos o rumo que estávamos a seguir”.

Essa mudança de rumo teve um nome: 360 Hyper. “Reunimos e começámos a equacionar alternativas face aos efeitos da pandemia. Decidimos em usar aquilo que é um dos nossos principais ativos, que é o nosso know-how tecnológico”.

O Hyper 360 foi, segundo Sérgio Vieira, uma resposta ao contexto na altura, “uma estratégia de diversificação destinada a colmatar aquilo que estava a acontecer ao negócio e de ‘edging’ do próprio efeito da pandemia”.

Já no caso da AMEN, o novo coronavírus trouxe ainda mais trabalho. Em abril, a empresa registou um incremento brutal no volume de registo de domínios, segundo Nuno Matias. “Foi um crescimento anormal e impressionante. Chegámos a ter subidas de 100% face a cada dia do ano anterior”.

A subida “holística e irrepetível” desacelerou mais recentemente, embora a AMEN mantenha volumes acentuados de procura, “sempre com recordes face ao mês homólogo”.

A maior parte dos novos clientes da AMEN não eram negócios a começarem do início, mas antes negócios a adaptarem-se. “Eram empresas que começaram a confinar, que tiveram de fechar os seus negócios porque não podiam estar mesmo abertas e estavam à procura de alternativas”.

 

As compras online vieram para ficar?

A pandemia acelerou vários indicadores relacionados com o e-commerce em Portugal, embora haja ainda muito para melhorar. Depois do acentuado crescendo impulsionado pelo confinamento, Sérgio Vieira considera que os valores vão voltar a aproximar-se da normalidade.

Nuno Matias destacou que a pandemia acelerou muito a utilização da Internet e do e-commerce. “Obrigou os particulares a perceberem que encomendar online é fácil, rápido e funciona”.

Para Sérgio Vieira, não cabe apenas aos consumidores mudarem os seus hábitos e passarem a comprar mais online. Do lado de quem vende, também deve continuar-se a apostar em melhorar a oferta, principalmente na apresentação de propostas de valor.

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