Apenas 48% das empresas utilizam informação de forma consistente no planeamento e na tomada de decisão. Os dados são da consultora UPPartner.
De acordo com a análise, mais de 70% das organizações já realizam atividades de reporting e monitorização. Contudo, apenas uma minoria consegue transformar esses dados em decisões estratégicas. Ao mesmo tempo, apenas 31% apresentam um nível mais avançado de integração e organização de dados, condição essencial para uma utilização mais estruturada da informação.
Aposta em inteligência de mercado
Com efeito, a multiplicação de plataformas e pontos de contacto trouxe novas oportunidades de conhecimento e proximidade com os públicos. No entanto, a complexidade do atual ecossistema de comunicação exige uma maior capacidade de leitura estruturada do mercado e do comportamento do consumidor.
É neste contexto que a UPPartner tem vindo a reforçar a integração de análise e inteligência de mercado nos seus processos. Nomeadamente, a área de Marketing Intelligence & Consulting (MIC) cruza dados, comportamento do consumidor e estratégia de comunicação. O objetivo é apoiar decisões mais informadas e eficazes, desde o diagnóstico até à definição estratégica.
“A realidade é que ter acesso a dados não significa, necessariamente, estar a tirar o máximo partido deles na tomada de decisão. O que ainda vemos em muitas organizações é uma grande quantidade de informação que pode ser mais bem estruturada em critérios claros de decisão, prioridades e ações concretas”, explica Carla Murteira, responsável pela MIC.
Segundo a especialista, o desafio não está apenas na eficiência, mas na capacidade de alinhar estratégia com o mercado. “Quando existe uma leitura mais estruturada do comportamento do consumidor e do contexto competitivo, as marcas conseguem tomar decisões mais informadas, escolher melhor os canais e aumentar a relevância das suas mensagens.”
De igual modo, os dados indicam que, apesar do uso de métricas e monitorização estar já bastante consolidado, existe ainda uma margem significativa para evoluir na transformação dessa informação em insights acionáveis.
Abordagem data-driven
A adoção de uma abordagem orientada por dados tem vindo a ganhar relevância na definição de estratégias de comunicação. Com efeito, tem deixado de ser apenas um suporte operacional para assumir um papel central na definição de objetivos, segmentação de públicos e avaliação de resultados.
Nesse sentido, a UPPartner tem vindo a desenvolver iniciativas próprias de investigação e análise de mercado, como o PetPulse Insights, focado no sector pet em Portugal. Também é exemplo o Gen@Work, dedicado ao estudo dos desafios da atração e retenção de talento junto das gerações mais jovens. Segundo a empresa, estes projetos visam reforçar a produção de conhecimento sobre o mercado e o comportamento dos consumidores, contribuindo para decisões mais alinhadas com o contexto atual.
Em simultâneo, esta integração de dados e análise não se limita ao trabalho desenvolvido para clientes. Efetivamente, é também aplicada internamente nos processos de decisão da própria UPPartner, numa lógica de coerência entre aquilo que defende e aquilo que implementa.
“A comunicação tornou-se demasiado complexa para ser orientada apenas por intuição. Hoje, a capacidade de interpretar comportamento, antecipar tendências e medir impacto é o que permite às marcas evoluir de forma consistente e alcançar melhores resultados”, conclui Carla Murteira.








