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Desaceleração europeia chega a Marrocos

A Crédito y Caución espera que o crescimento económico de Marrocos abrande para 2,4%, em 2019, devido à desaceleração da Europa.

A inflação permanecerá abaixo dos 2%, num contexto de aumento da despesa pública que deverá apoiar o crescimento do consumo privado.

Marrocos levou a cabo diversas reformas estruturais para diversificar a sua economia através do desenvolvimento da indústria transformadora, em especial em sectores orientados para a exportação, como o automóvel, aeronáutico e de eletrónica. Os baixos custos da mão de obra e uma moeda levemente desvalorizada melhoram a competitividade do país. Desde 2000, o PIB per capita aumentou 70% em termos reais.

Apesar destes importantes avanços, Marrocos permanece muito dependente da agricultura, que emprega cerca de 40% da população ativa. A volatilidade da produção agrícola, devido a condições climáticas adversas, tem um impacto significativo no consumo privado e na economia.

O turismo, as exportações de automóveis e as remessas geram a maior parte das divisas vindas do exterior, mas dependem fortemente da situação económica da Europa. O baixo nível de escolaridade da população, as carências de infraestruturas, a ineficiência do mercado de trabalho, o limitado acesso a financiamento e a concorrência da Ásia são os principais obstáculos ao desenvolvimento da economia marroquina.

Os subsídios em curso e os investimentos em infraestrutura mantêm o investimento público elevado e espera-se que o défice fiscal aumente, em 2019, também devido ao aumento dos apoios sociais para conter alguma agitação social. A dívida pública ascende a mais de 80% do PIB, uma percentagem elevada em comparação com outros mercados emergentes. No entanto, o perfil da dívida atenua os riscos de refinanciamento, uma vez que grande parte é financiada a nível nacional e o prazo médio foi ampliado para mais de sete anos.

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