Vinha Viva

Vinha Viva apresentada em Lisboa como nova associação de viticultura regenerativa

A Vinha Viva – Associação Portuguesa de Viticultura Regenerativa foi formalmente apresentada na semana passada em Lisboa, no Terreiro do Paço, marcando o início de uma nova fase de organização e defesa da agricultura regenerativa no sector vitivinícola nacional.

O novo coletivo junta produtores, viticultores, enólogos e consultores agrícolas com um objetivo definido: proteger o conceito de viticultura regenerativa e apoiar outros produtores na transição para este modelo de produção. Segundo os responsáveis da associação, esta abordagem agrícola procura restaurar a saúde do solo, reforçar a resiliência das vinhas e valorizar ecossistemas em prol de um vinho mais sustentável e natural, trabalhando em cooperação com a natureza em vez de apenas aplicar métodos convencionais.

A cerimónia de apresentação contou com a presença da comissão instaladora, composta por profissionais já praticantes da viticultura regenerativa em várias regiões vinícolas de Portugal, que defendem que este modelo é “o novo sustentável” e uma “necessidade para a criação de valor e a subsistência dos agricultores em contexto de alterações climáticas e aumento da pressão ambiental e de mercado”.

A associação surge num momento em que cresce o interesse nas práticas agrícolas regenerativas, tanto em Portugal como internacionalmente, e muitos produtores procuram orientar-se para modelos que assegurem a continuidade da produção e a viabilidade económica a longo prazo.

“A Vinha Viva existe para apoiar técnicos e produtores na transição para sistemas vitícolas regenerativos, com conhecimento rigoroso, com um plano de formação diferenciador e uma forte ligação à realidade do campo”, refere a comissão instaladora, que acrescenta que “é uma associação técnica, composta por profissionais com responsabilidade direta sobre a viticultura e com formação adequada para liderar esta transição”.

A Vinha Viva pretende ainda combater o risco de greenwashing, uso indevido ou ambíguo de termos associados à sustentabilidade, garantindo que a viticultura regenerativa é aplicada com rigor técnico e científico e não apenas como um rótulo comercial.

A associação abre agora a admissão de novos membros, com foco em técnicos e empresas com vinha registada no Instituto da Vinha e do Vinho, reforçando a sua ambição de criar uma rede de produtores alinhados com estes princípios e capazes de liderar uma transição efetiva do sector.

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