Passar dos atuais 19,8 milhões de litros para 40 milhões: esta é a ambição da CVRA – Comissão Vitivinícola Regional Alentejana para os próximos cinco anos, que lhe acrescenta a vontade de mais do que duplicar as exportações em valor.
A ambição foi verbalizada pelo presidente da CVRA, Luís Sequeira, esta sexta-feira, em Évora, no âmbito da apresentação da plataforma Data+. Justificando o maior crescimento em valor, referiu que se prende com o facto de os preços da exportação serem mais elevados do que no mercado nacional.
Neste caminho, mercados como Brasil, Inglaterra, Estados Unidos e Canadá são prioritários. É neles que será focado o maior esforço promocional. A título de exemplo, indicou que, no que concerne o Brasil, esse esforço cresceu 51%, situando-se nos 800 mil euros.
A aposta na exportação não se concretizará, porém, com um maior volume de produção. Os consumidores – disse – não pedem quantidade, mas, sim, qualidade. Ainda assim, será expectável que haja um crescimento dos volumes alocados aos mercados externos, com o mercado interno a sofrer algum ajuste.
No que toca ao mercado nacional, deu conta de que a estratégia passa por reforçar o posicionamento dos vinhos do Alentejo na faixa de preços entre os cinco e os dez euros. Atualmente, lembrou, os vinhos alentejanos apresentam o segundo preço mais alto, mas ainda a uma distância dos do Douro, pelo que há potencial para crescer.
Um crescimento orientado por uma perspetiva de excelência, na convicção de que o mercado pede vinhos mais premium. “A assinatura do Alentejo tem de assentar na excelência”, comentou.
Da estratégia faz igualmente parte a afirmação da marca coletiva e é nesse âmbito que se enquadra a campanha lançada hoje, 1 de junho. Criada pela dupla Pedro Bidarra e João Wengorovius, sublinha a mensagem de que “um alentejano cai sempre bem”.







