in

Vendas da Heineken crescem 35,9% no 1.º trimestre

Foto PJiiiJane/Shutterstock

Entre janeiro e março, a Heineken obteve receitas no valor de 6.989 milhões de euros, mais 35,9% do que no mesmo período de 2021. De acordo com a cervejeira, as vendas líquidas foram de 5.753 milhões de euro, tendo crescido, em termos orgânicos, quase 25%.

A cervejeira neerlandesa sublinha que todas as regiões contribuíram para este crescimento, especialmente a Europa, dada a baixa base registada no ano passado, devido às restrições relacionadas com a pandemia na indústria hoteleira.

 

Mais 11,5% na Europa

O regresso à atividade normal dos bares em toda a Europa foi, assim, decisivo para os resultados económicos correspondentes ao primeiro trimestre, que revelam um crescimento de 5,2% no volume de cerveja comercializado pela Heineken, face ao ano anterior, facto que permite à empresa manter as suas previsões de crescimento estável a moderado na sua margem de lucro operacional, no final de 2022.

Na Europa, em particular, as vendas da Heineken aumentaram 11,5%, impulsionadas pelo relaxamento gradual das restrições pandémicas e pelo maior afluxo detetado em bares e restaurantes, onde a marca quase triplicou a oferta.

 

Incerteza

No entanto, a cervejeira receia que a incerteza desencadeada nos mercados pela guerra na Ucrânia tenha consequências no poder de compra dos seus potenciais clientes e que resulte numa diminuição do consumo de cerveja, nos próximos meses.

Nesse sentido, a empresa não escapou ao aumento geral dos custos de produção, aos desafios na cadeia de abastecimento e à pressão sentida após a sua decisão de abandonar a sua atividade na Rússia. A Heineken enfrentou a duplicação do preço da cevada, relativamente ao ano anterior, bem como a inflação acima de 50% para o alumínio, aumentos aos quais devem ser adicionados os custos da energia e do transporte.

Se olharmos para o futuro, veremos incerteza macroeconómica e esperamos ventos inflacionistas adicionais significativos que colocarão mais pressão na nossa base de custos“, afirma o CEO da Heineken, Dolf van den Brink.

Perante isto, a empresa vai tomar medidas adicionais como a fixação de preços e continuará a investir na criação de produtos de valor acrescentado, de que é exemplo o recente lançamento da cerveja Heineken Silver.

Publicidade

FMI

FMI defende alargamento da cadeia de abastecimento para conter as tensões

Dinamarca

Dinamarca será o primeiro país do mundo a desenvolver um rótulo climático para a alimentação