A União Europeia registou um défice comercial de 21,8 mil milhões de euros no segundo trimestre de 2026, o primeiro desde o segundo trimestre de 2023, segundo dados do Eurostat.
As importações de bens provenientes de países terceiros atingiram 701,8 mil milhões de euros, enquanto as exportações totalizaram 680 mil milhões de euros.
Face ao primeiro trimestre, as exportações cresceram 5,4%, um aumento de 34,9 mil milhões de euros, mas as importações aumentaram 9,9%, mais 63,4 mil milhões de euros.
O agravamento do saldo comercial resultou sobretudo do aumento do défice energético, que passou de 71,3 mil milhões de euros no primeiro trimestre para 101,1 mil milhões no segundo trimestre.
Também se agravaram os défices relativos às matérias-primas, de 7,9 para 9,4 mil milhões de euros, e a outros produtos manufaturados, de 8,3 para 9,1 mil milhões.
Nos produtos com saldo positivo, o excedente de máquinas e veículos recuou de 24,9 para 23,2 mil milhões de euros, enquanto o de outros bens diminuiu de 11,6 para 9,1 mil milhões.
Em sentido contrário, o excedente dos produtos químicos aumentou de 47,1 para 54 mil milhões de euros e o de alimentos e bebidas passou de 10,7 para 11,5 mil milhões.
As exportações e as importações da UE vinham a diminuir desde o segundo trimestre de 2025, mas recuperaram no primeiro trimestre de 2026. O Eurostat atribui parte da queda anterior às tensões tarifárias no comércio internacional.









