A Uber está a intensificar a sua aposta na cloud da Amazon Web Services (AWS). O objetivo é acelerar milhões de viagens e entregas diárias e reforçar as suas capacidades de inteligência artificial. A estratégia passa pela expansão da infraestrutura em tempo real e pela adoção de novos chips desenvolvidos pela Amazon.
No centro desta evolução estão os processadores AWS Graviton4, utilizados para suportar as chamadas Trip Serving Zones, a infraestrutura que gere, em milésimos de segundo, a correspondência entre passageiros, motoristas e estafetas. Ao aumentar a utilização desta tecnologia, a Uber consegue reduzir latência, otimizar custos e melhorar a eficiência energética, mesmo em cenários de elevada procura, como horas de ponta ou grandes eventos.
“A Uber opera a uma escala em que cada milésimo de segundo conta”, sublinhaKamran Zargahi. O vice-presidente de engenharia da empresa destaca que a migração de mais processos para a AWS permite responder mais agilmente aos picos de procura.
Treino de modelos à escala global
Paralelamente, a empresa iniciou testes com os chips AWS Trainium3 para o treino de modelos de IA. Estas ferramentas analisam dados de milhares de milhões de viagens e entregas para prever tempos de chegada, otimizar rotas e melhorar a personalização da experiência do utilizador.
A adoção surge como uma alternativa eficiente e mais económica para treinar modelos à escala global, permitindo à Uber desenvolver sistemas mais rápidos e inteligentes. À medida que os algoritmos evoluem, a empresa promete correspondências mais precisas, tempos de espera reduzidos e recomendações mais ajustadas às preferências dos utilizadores.
Para a AWS, esta colaboração reforça o seu papel como infraestrutura crítica para aplicações de elevada exigência. “A Uber é uma das aplicações em tempo real mais exigentes do mundo”, afirma Rich Geraffo. O responsável da AWS para a América do Norte sublinhan o impacto da parceria no desenvolvimento de experiências futuras baseadas em IA.








