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Riberalves investe no aumento da capacidade produtiva

A Riberalves, líder do mercado nacional de bacalhau, vai investir no aumento da capacidade produtiva da fábrica da Moita, no distrito de Setúbal, durante o ano de 2018. “Vamos investir no aumento de 20% da capacidade produtiva e de armazenamento“, confirmou Ricardo Alves, administrador da empresa, durante um encontro com a imprensa realizado este sábado, dia 25 de novembro, e que serviu para apresentar o novo Bacalhau Reserva Gourmet.

Com esta ampliação, cujas obras decorrerão em várias fases, a Riberalves espera contratar mais 30 colaboradores, elevando para 480 o número de recursos humanos distribuídos pelas fábricas de Moita e Torres Vedras.

Este investimento no aumento da capacidade de armazenamento deve-se à aposta que a empresa quer continuar a fazer na qualidade, uma vez que vem permitir aumentar os tempos de cura do bacalhau e, consequentemente, a qualidade do produto final. É esta a premissa por detrás da novidade agora apresentada, que vem trazer uma nova categoria ao mercado do bacalhau, a do Bacalhau Pronto a Cozinhar, com uma referência que esteve um ano em cura com sal e flor de sal. “O Bacalhau Reserva Gourmet é destinado aos grandes apreciadores de bacalhau, os que valorizam uma cura tradicional portuguesa longa, capaz de realçar o melhor sabor e a melhor textura do bacalhau. À cura tradicional portuguesa adicionámos flor de sal, para tornar a maturação ainda mais pura”, explica Ricardo Alves. “Estamos a cumprir a nossa responsabilidade, não só de apresentar produtos que satisfaçam novas tendências de consumo, mas propondo, ao mesmo tempo, alternativas claras, na categoria e na qualidade, que no bacalhau nem sempre são percetíveis: hoje, com os produtos Riberalves, os consumidores sabem que podem optar entre um bacalhau com quatro, seis meses ou um ano de cura tradicional portuguesa”.

O Bacalhau Riberalves Reserva Gourmet está disponível em lombos, em caixas de um quilograma. Para esta edição especial, foram produzidas apenas 20 mil embalagens. Testado, em 2016, na referência de bacalhau salgado seco, ganha agora uma nova marca que identifica e distingue as suas características e passa a estar disponível na categoria de pronto a cozinhar.

O produto já demolhado e ultracongelado veio dinamizar fortemente a atividade da empresa também ao nível das exportações, que hoje representam 30% das vendas, fortemente alavancadas no Brasil, onde o bacalhau pronto a cozinhar resolve o problema da falta de experiência na demolha. Para além de permitir abrir novos mercados, em Portugal, o seu carácter mais prático está a potenciar a transferência do histórico consumo de bacalhau seco para bacalhau demolhado e ultracongelado, que já representa 35% das vendas globais no mercado nacional. No caso da Riberalves, esta proporção já está invertida e, no final de 2017, o Bacalhau Pronto a Cozinhar vai já valer 62% das vendas da empresa que produz 25 mil toneladas de bacalhau ao ano.

A Riberalves espera encerrar 2017 em linha com 2016, com 144 milhões de euros faturados, a maioria dos quais no mercado nacional. Metade da faturação é gerada nos últimos quatro meses do ano, face ao aumento de consumo de bacalhau durante o período do Natal.

Estima-se que 88% das famílias portuguesas consumam bacalhau pelo menos uma vez por ano, motivo pelo qual são processadas, anualmente, em Portugal, 40 mil toneladas, que correspondem a um volume de negócios de 400 milhões de euros. Para continuar a alimentar este mercado e os internacionais, nos próximos anos, a Riberalves pretende apostar num novo produto, o bacalhau sem espinhas e sem pele já processado para cozinhar, a pensar sobretudo no mercado norte-americano, um dos seus mercados emergentes.

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