A indústria alimentar enfrenta o desafio de produzir de forma mais eficiente e sustentável e, ao mesmo tempo, responder a um consumidor que exige produtos cada vez mais adaptados às suas necessidades e à sua ideologia. A digitalização, a automatização e a IA contribuem para esta conjunção de interesses. De 6 a 8 de outubro, a Alimentaria FoodTech reunirá na Fira de Barcelona as principais empresas que decidem como nos vamos alimentar num futuro cada vez mais próximo. É o que explica o seu diretor, Ricardo Márquez.
Quais são, atualmente, os principais desafios tecnológicos que as empresas de produção e transformação alimentar enfrentam?
O grande desafio consiste em produzir de forma mais eficiente, sustentável e competitiva e, ao mesmo tempo, responder a um consumidor cada vez mais exigente. Estamos a falar de consumidores que procuram produtos adaptados aos seus gostos, necessidades nutricionais, intolerâncias, preferências e até mesmo ideologia. Para responder a esta diversidade de interesses, a indústria necessita de linhas de produção mais ágeis e flexíveis, capazes de se adaptar rapidamente às mudanças do mercado sem comprometer a qualidade nem a segurança.
Quais são as tecnologias que estão a transformar mais rapidamente as unidades de produção alimentar?
Na Alimentaria FoodTech, veremos exemplos de como a automatização, a IA e a análise de dados já estão a ter impacto em questões tão relevantes como a produtividade, a rastreabilidade ou a segurança alimentar. Mais concretamente, a inteligência artificial abre muitas possibilidades para tirar melhor partido da enorme quantidade de dados gerados pela indústria. Pode ajudar a otimizar processos, antecipar incidentes e melhorar a tomada de decisões.
Em que ponto se encontra a digitalização da indústria agroalimentar e que barreiras continuam a travar o seu avanço?
A digitalização está a avançar em diferentes âmbitos da cadeia de produção. Atualmente, permite automatizar máquinas, interligar processos, gerar informação histórica e melhorar a rastreabilidade, além de incorporar ferramentas como a inteligência artificial ou os gémeos digitais. O desafio consiste em continuar a alargar estas soluções a toda a indústria e conseguir cadeias de produção cada vez mais interligadas, ágeis e flexíveis.
Num contexto de pressão sobre os custos e de necessidade de aumentar a eficiência, que papel desempenha a inovação tecnológica na competitividade das empresas do sector alimentar?
É um fator fundamental. A tecnologia permite otimizar a utilização das matérias-primas, reduzir os estrangulamentos, automatizar processos e aproveitar melhor os recursos. Tudo isto contribui para uma produção mais eficiente e para uma maior capacidade de adaptação, dois aspetos especialmente importantes para manter a competitividade e a rentabilidade das empresas.
Que tecnologias estão a suscitar maior interesse entre as empresas do sector?
Existe um grande interesse em tudo o que está relacionado com a digitalização, a automatização e a inteligência artificial aplicada aos processos produtivos, mas também em novas tecnologias de conservação, novos materiais de embalagem e soluções que permitam aproveitar melhor as matérias-primas e os recursos. Na Alimentaria FoodTech, veremos precisamente como estas tecnologias estão a evoluir e que aplicações podem ter na indústria. A própria feira dedicará especial atenção à IA, à análise de dados, à automatização, à segurança alimentar e aos novos materiais, entre outros domínios.
O que é que a indústria irá encontrar na Alimentaria FoodTech 2026 para dar resposta a estes desafios?
A Alimentaria FoodTech reunirá, de 6 a 8 de outubro, no recinto Gran Vía da Fira de Barcelona, mais de 350 empresas expositoras provenientes de mais de 20 países, que apresentarão as últimas inovações em maquinaria, tecnologia e ingredientes.
Além disso, mais de 80 especialistas abordarão questões como a digitalização, a inteligência artificial, a segurança alimentar, a sustentabilidade ou novos ingredientes, e cerca de trinta startups apresentarão soluções disruptivas. Pretendemos que a feira seja um ponto de encontro onde a indústria possa conhecer tecnologias que já estão a dar resposta a muitos dos seus principais desafios.














