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Reckitt Benckiser vende a Scholl à Yellow Wood

Unificação com a marca Dr. Scholl’s

Foto Faizal Ramli/Shutterstock

A Reckitt Benckiser (RB) vendeu a sua marca de cuidados dos pés Scholl ao fundo norte-americano Yellow Wood.

A multinacional britânica, que há alguns meses procurava um comprador para esta marca, prevê que a operação esteja concluída no terceiro trimestre.

Deste modo, a Scholl irá juntar-se à Dr. Scholl’s debaixo de uma única entidade, após mais de 30 anos separadas.

 

Marca global

A RB integrou a Scholl nos seus ativos no seguimento da compra da SSL International, em 2010. Por sua vez, a Yellow Wood adquiriu a marca Dr. Scholl’s na América à Bayer, em 2019.

O negócio combinado criará uma marca global de cuidados dos pés, com presença em mais de 50 países, vendas anuais de 700 milhões de dólares e quotas de mercado líderes na categoria. A marca Dr. Scholls lidera a categoria nas principais cadeias retalhistas dos Estados Unidos, enquanto a Scholl lidera noutras regiões do mundo, como França, Itália, Alemanha, Reino Unido e Austrália.

Dana Schmaltz, partner da Yellow Wood, sublinha que esta transação oferece “uma oportunidade única de criar uma marca global como líder indiscutível na categoria de cuidados dos pés. Estamos entusiasmados por reunir estas duas marcas, para continuar o legado e a herança da marca do século passado Dr. Scholl’s”.

 

Maior crescimento de sempre

O negócio com a Yellow Wood acontece numa altura em que são dados a conhecer os resultados da RB, que em 2020 obteve um recorde de vendas, catalisada pela sua marca Dettol.

Os produtos para desinfeção beneficiaram com pandemia, o que se traduziu num crescimento das vendas, em termos comparáveis, de 11,8%, o maior aumento de sempre desde que o grupo foi formado, em 1999, segundo o Financial Times. Concretamente, a faturação da RB ascendeu a 16,3 mil milhões de euros. As vendas de produtos de higiene cresceram 20%, muito por culpa da introdução das marcas Dettol e Lysol em 41 novos mercados. Mas outras categorias também capitalizaram a crise pandémica e registaram um bom desempenho, caso do suplemento para o sistema imunitário Airbone, cujas vendas mais do que duplicaram.

 

Pós-Covid

No pós-Covid, deverá haver uma normalização dos resultados do grupo, no entender dos analistas. A própria RB antevê um crescimento modesto, até 2%, em 2021.

Laxman Narasimhan, o novo CEO da empresa, considera que 2020 marcou um ponto de viragem e quer aproveitar a oportunidade para reorganizar o negócio. Se algumas das marcas estão sob revisão, caso da Scholl, a RB está, por outro lado, a expandir o seu portfólio com a marca de analgésicos Biofreeze e a de produtos de higiene feminina Queen V.

Paralelamente, o grupo está também a apostar no B2B, com negócios como a desinfeção do famoso estádio Wembley.

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