A Coca-Cola Europacific Partners (CCEP) registou receitas de 684 milhões de euros na Península Ibérica no primeiro trimestre de 2026, o que representa um crescimento de 6,5% face ao mesmo período do ano anterior, apesar de uma ligeira redução no volume total.
Segundo a empresa, o desempenho foi sustentado pelo crescimento em Portugal, que compensou uma evolução mais fraca em Espanha, onde o trimestre começou de forma mais lenta, embora tenha registado uma melhoria posterior.
Entre as marcas, destacou-se o desempenho do Fuze Tea, após a conclusão da transição do Nestea, bem como o crescimento das bebidas aromatizadas, impulsionado pela execução comercial da Sprite e da Fanta e pela força contínua da Aquarius e da Monster. Em sentido contrário, a Coca-Cola Sabor Original apresentou uma evolução negativa no período.
As receitas por unidade de volume registaram um ligeiro aumento, refletindo essencialmente ajustamentos de preços, que compensaram um mix menos favorável de canais e embalagens, influenciado pelo crescimento do segmento de restauração rápida (QSR).
Crescimento global impulsionado por ganhos de quota
A nível global, a CCEP iniciou o ano com um crescimento das receitas de 6,7% em termos reportados e de 9,4% em base comparável excluindo efeitos cambiais. O volume total aumentou 8,5% em termos reportados e 1,6% em termos comparáveis.
A empresa destacou-se como o principal criador de valor no setor, com o segmento de bebidas não alcoólicas (NARTD) a crescer 4% em valor e 3% em volume, acompanhando um ganho de quota de mercado de 30 pontos base no acumulado do ano.
Na Europa, os volumes cresceram 1,4%, beneficiando de uma execução sólida no mercado, efeitos de calendário associados à Páscoa antecipada e ganhos de quota, bem como da expansão de embalagens de maior formato no consumo doméstico. Já na região Ásia-Pacífico (APS), o crescimento foi de 1,9%, apoiado sobretudo pela Austrália, Pacífico e Sudeste Asiático.
Por canal, o consumo fora de casa registou um aumento de 0,7%, enquanto o canal doméstico cresceu 2,9%. A receita por unidade de caso subiu 0,8%, refletindo aumentos de preços, efeitos de mix e impactos regulatórios, como o imposto sobre o açúcar em França.
CEO destaca aposta contínua em inovação
O diretor executivo da CCEP, Damian Gammell, afirmou que a empresa teve um arranque de ano positivo, com uma evolução equilibrada das receitas e ganhos de quota de mercado, ainda que parcialmente influenciados por efeitos de calendário.
“O crescimento das receitas reflete tanto a procura persistente de valor por parte do consumidor como o interesse pela inovação e pela premiumização, com uma ampla oferta de formatos de embalagem. As nossas categorias mantêm um forte dinamismo, especialmente no segmento sem açúcar”.
“Continuamos a ser o principal gerador de valor para os nossos clientes, apoiados pela solidez dos nossos parceiros de marca. Embora o contexto de consumo continue complexo e o impacto da situação no Médio Oriente seja incerto, mantemo-nos resilientes. Continuamos a gerir ativamente os preços, as promoções, a despesa discricionária e as eficiências, ao mesmo tempo que eventos como o Mundial da FIFA geram entusiasmo entre clientes e consumidores“.
O responsável destacou ainda o reforço do investimento em tecnologia, inteligência artificial, equipamentos de frio e capacidade produtiva, incluindo uma nova fábrica nas Filipinas.








