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Preço e promoções são os fatores que mais influenciam as decisões de compra dos portugueses

Os consumidores portugueses são especialmente atraídos pela variável preço: 77% dos inquiridos confessam perder algum tempo para encontrar as verdadeiras “pechinchas”, mais 16 pontos percentuais comparativamente à União Europeia, de acordo com o recente estudo “Global Survey Growth Retail Strategies”, desenvolvido pela Nielsen.

A forte atividade promocional criou uma expectativa junto dos consumidores, que levou a que os preços baixos fossem vistos como uma regra. No entanto, alguns consumidores estão a alterar a sua forma de consumo e o valor começa a ganhar força comparativamente aos preços baixos. Os consumidores estão dispostos a pagar mais, caso vejam benefícios. Para recuperar os consumidores, as marcas têm de exceder as suas expectativas e demonstrar que o preço mais elevado é claramente justificado”, refere Steve Matthesen, Global President of Retail da Nielsen.

Neste sentido, os portugueses são também claramente atraídos pelos produtos com ingredientes saudáveis (62%). Os fatores com maior importância na decisão de compra dos consumidores portugueses são, essencialmente, a oferta de produtos frescos de qualidade, a relação preço-qualidade, os preços baixos, as promoções e a disponibilidade dos produtos que procuram.

Analisando por categorias de produto, conclui-se que, no geral, o preço e as promoções são os fatores que mais influenciam os consumidores no momento da decisão de compra. No que diz respeito aos produtos alimentares, o sabor é também uma das características a que os consumidores dão mais atenção, com especial destaque nos produtos frescos e no pão. Também a marca demonstra alguma importância nos produtos relacionados com a saúde e bem-estar, como é o caso dos produtos de cosmética e de higiene pessoal e dos medicamentos de venda livre.

Apenas 10% dos portugueses (contra 41% da média europeia) referem que o seu principal motivo de visita às lojas é o abastecimento do stock de produtos. Cerca de metade dos consumidores nacionais visita as lojas apenas para comprar alguns produtos essenciais (o principal propósito apenas para 19% dos europeus).

No que diz respeito aos serviços extra disponibilizados pelas lojas, os consumidores portugueses, ao contrário daquilo que acontece na União Europeia, frequentam essencialmente cafetarias (57%). De destacar, ainda, que 40% dos inquiridos revelam que, caso existissem, utilizariam os serviços postais disponibilizados pelas lojas. As aulas de culinária seriam utilizadas por 26% dos consumidores, apesar de 54% se mostrar pouco recetivo a essa possibilidade. Os consumidores denotam ainda pouca aceitação relativamente aos serviços de beleza oferecidos pelas lojas, sendo que apenas 33% dos inquiridos os utilizam ou utilizariam caso estivessem disponíveis.

E se os custos das matérias-primas aumentassem substancialmente? São muitas as categorias que a maioria dos consumidores refere ter intenção de comprar em menor quantidade em resultado de um preço mais elevado: os alimentos embalados (61%), o peixe (58%) e os produtos de higiene pessoal (57%) são os exemplos mais relevantes. O pão está no topo dos produtos que os consumidores (42%) admitem continuar a comprar na mesma quantidade apesar dos preços mais elevados, seguindo-se os lacticínios (38%), as frutas e vegetais, frescos e congelados (36%) e a carne (34%). Caso o preço aumentasse, as categorias das quais os consumidores abdicariam em primeiro lugar seriam as refeições prontas (58%) e as bebidas gaseificadas (56%).

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