Bolt Food Hábitos cozinha

Portugueses equilibram cozinha, restaurantes e entregas em casa

20% das pessoas entre os 18 e os 65 anos recorrem ao serviço de entrega de comida pelo menos uma vez por semana

Cozinhar, sair para comer fora ou encomendar para casa? Em Portugal, as decisões à mesa são cada vez mais práticas e conscientes, mas continuam profundamente ligadas às emoções. É esta a principal conclusão de “O que se cozinha? Relatório de Hábitos” da Bolt Food, um inquérito que traça um retrato atual dos hábitos alimentares e das motivações que influenciam as escolhas dos portugueses.

O estudo mostra que a maioria mantém uma rotina de três refeições diárias, com o almoço ou jantar como principal refeição quente. Durante a semana, comer tende a ser um momento mais solitário onde muitas pessoas fazem as refeições sozinhas, mesmo vivendo acompanhadas, enquanto as noites e os fins de semana trazem mais convívio, com refeições partilhadas com família ou amigos. A comida caseira mantém-se como a opção favorita, valorizada pelo sabor, pelo conforto e pela acessibilidade, com a saúde e as boas promoções a desempenharem um papel importante nas decisões.

Quando o assunto é cozinhar em casa, os dados mostram que há diferenças na forma como as responsabilidades são partilhadas: 59% das pessoas que se consideram principais responsáveis por cozinhar são mulheres, enquanto 70% dos homens afirmam dividir esta tarefa com outra pessoa ou não a assumir como principal. Ainda assim, cozinhar não é visto apenas como uma obrigação: 41% dizem gostar de o fazer e sentem prazer nesse momento, embora para 10% continue a ser encarado como um dever.

Saúde e conveniência

A principal motivação para ligar o fogão mantém-se: 58% consideram cozinhar mais saudável e 49% mais económico. Estes números mostram que, entre tradição e mudança, cozinhar continua a ser um hábito valorizado, com uma evolução gradual na forma como as tarefas são partilhadas dentro de casa.

Comer fora surge como um momento de recompensa. As principais razões apontadas para sair de casa são saborear algo especial, poupar tempo e o lado social das refeições. Entre os mais jovens, este hábito é ainda mais frequente: 52% das pessoas entre os 18 e os 29 anos afirmam que comeriam fora todos os dias se pudessem. Para estas gerações, comer fora não é apenas uma questão de conveniência, mas também uma forma de socializar e viver o momento.

A encomenda de comida ao domicílio assume um papel próprio neste equilíbrio. Em Portugal, 20% das pessoas entre os 18 e os 65 anos recorrem a este serviço pelo menos uma vez por semana, principalmente como um momento partilhado: 57% encomendam para si e para a família. As aplicações móveis são a forma mais comum de fazer a encomenda, escolhidas por 43% dos utilizadores. Entre os fatores que influenciam a escolha da app destacam-se os descontos e promoções (55%), os preços gerais (46%) e os tempos de entrega (36%).

Para Daniel Glusman, responsável da Bolt Food em Portugal, “as escolhas à mesa dizem muito sobre nós. Cozinhamos em casa porque nos faz sentir bem, porque é saudável e porque é acessível. Saímos para comer fora para celebrar, para poupar tempo ou para partilhar momentos com quem gostamos. E quando pedimos comida ao domicílio, é muitas vezes para juntar quem está à nossa volta e aproveitar a refeição juntos. No fundo, a comida é mais do que nutrição: é convívio, é cuidar de nós e dos outros. Na Bolt Food, gostamos de fazer parte desses momentos ao oferecer experiência. variedade e os melhores preços”.

Cartaz da conferência Grande Consumo: “Consumo na Era da Imprevisibilidade”, 4 de novembro de 2026, Taguspark, Oeiras
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