Portugal voltou a destacar-se no panorama internacional do nearshoring, alcançando o sexto lugar mundial no Nearshoring Index 2026 da Savills, um ranking que avalia os mercados mais atrativos para a instalação de operações empresariais orientadas para serviços, tecnologia e funções de suporte.
O resultado confirma a crescente relevância do país como destino estratégico para empresas internacionais que procuram combinar talento qualificado, estabilidade económica, custos competitivos e acesso aos mercados europeus.
Portugal reforça atratividade internacional
Segundo a análise da Savills, Portugal continua a beneficiar de uma combinação de fatores que o tornam particularmente competitivo para projetos de nearshoring. Entre os principais elementos destacados estão a disponibilidade de profissionais qualificados, a qualidade das infraestruturas, a integração no mercado europeu, a estabilidade institucional e a capacidade de atrair investimento estrangeiro.
O país tem vindo a consolidar a sua posição junto de multinacionais dos sectores tecnológico, financeiro, industrial e de serviços partilhados, que procuram localizações capazes de oferecer eficiência operacional e proximidade geográfica aos seus mercados de referência.
Talento e qualidade de vida impulsionam crescimento
A disponibilidade de talento continua a ser um dos principais fatores de diferenciação de Portugal. As universidades e instituições de ensino superior têm contribuído para a formação de profissionais altamente qualificados em áreas como engenharia, tecnologias de informação, ciência de dados, finanças e gestão.
A estes fatores junta-se uma elevada qualidade de vida, segurança, clima favorável e uma crescente capacidade de atração de talento internacional, elementos cada vez mais valorizados pelas empresas na definição das suas estratégias de localização.
Mercado imobiliário beneficia da procura
O crescimento das operações de nearshoring tem também impacto direto no mercado imobiliário, especialmente nos segmentos de escritórios, centros tecnológicos e parques empresariais. Cidades como Lisboa, Porto, Braga, Coimbra e Aveiro continuam a captar investimento associado à instalação de centros de serviços, hubs tecnológicos e operações de suporte empresarial.
Esta dinâmica tem contribuído para o desenvolvimento de novos projetos imobiliários e para o reforço da procura por espaços modernos e sustentáveis.
A crescente instabilidade geopolítica, os desafios nas cadeias globais de abastecimento e a necessidade de maior resiliência operacional têm levado muitas empresas a aproximar operações dos seus mercados principais. Neste contexto, o nearshoring ganhou relevância como estratégia para reduzir riscos, melhorar tempos de resposta e aumentar a eficiência operacional. Portugal surge como um dos países mais bem posicionados para beneficiar desta tendência, graças à sua localização estratégica e à integração plena no espaço europeu.








