A Picowines, marca da Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, apresentou dois novos vinhos que traduzem a singularidade do território açoriano: o Ilha do Pico Licoroso 1998, com 27 anos de estágio, e o Arcos Vulcânicos 2021, um branco que reflete uma abordagem contemporânea ao terroir da ilha.
Produzidos num contexto marcado pela proximidade do mar, pela influência vulcânica e por práticas vitícolas ancestrais, os dois lançamentos representam leituras distintas do mesmo território, unidas pela valorização da origem.
As vinhas crescem nas fissuras da rocha vulcânica, protegidas por muros de pedra construídos há séculos, num sistema agrícola de resistência que molda o perfil dos vinhos do Pico.
Licoroso 1998: 27 anos de espera
O Ilha do Pico Licoroso 1998 resulta de Verdelho proveniente de vinhas velhas da Criação Velha, a poucos metros do mar. O vinho estagiou durante 27 anos em cascos de carvalho, num processo lento que consolidou a sua identidade. Apresenta cor topázio e aromas de laranja cristalizada, citrinos, frutos secos, toffee e notas iodadas. Na boca, revela estrutura firme, acidez equilibrada e final longo e salino. Com perfil meio-seco, assume versatilidade gastronómica, com um PVP de 750 euros.
Arcos Vulcânicos 2021: leitura contemporânea do terroir
O Arcos Vulcânicos 2021 nasce na zona dos Arcos, em Santa Luzia, onde as vinhas crescem diretamente sobre o lajido vulcânico. As uvas foram prensadas em cacho inteiro, com fermentação em barricas de 500 litros e estágio de 10 meses sobre borras finas. No copo, apresenta cor amarelo-esverdeada, aromas minerais com notas de algas e citrinos e um perfil marcado pela frescura e salinidade. É um vinho pensado para uma gastronomia de leitura limpa, com foco em produtos do mar e queijos suaves, com PVP de 55 euros.

Património vitícola reconhecido pela UNESCO
A viticultura da Ilha do Pico é considerada uma das mais singulares do mundo, desenvolvida em condições extremas, muito próxima do oceano e fortemente influenciada pela maresia.
A paisagem vitícola, marcada pelos currais de pedra, foi classificada como Património Mundial da UNESCO em 2004, reconhecimento reforçado em 2014 com a classificação como Paisagem Protegida de Interesse Regional.
Segundo Losménio Goulart, presidente da cooperativa, estes lançamentos refletem a ambição de produzir vinhos fiéis ao território, com identidade própria e projeção internacional, conciliando tradição e inovação.
Com estes dois rótulos, a Picowines reforça o seu posicionamento no segmento dos vinhos premium e super premium, valorizando a origem como principal fator de diferenciação.







