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Organizações potenciadas pelo paradigma digital podem ajudar a desbloquear 5 biliões de dólares em crescimento económico

Foto Shutterstock

O novo estudo da Accenture conclui que a transição digital e os novos modelos operacionais, que resultaram da necessária adaptação ao contexto de pandemia, podem desbloquear até 5,4 biliões de dólares de crescimento nas receitas.

O relatório “Fast Track to Future-Ready Performance” avaliou o impacto de alcançar níveis progressivos de maturidade das operações de negócio, considerando o estágio mais elevado como Future-ready. Quanto maior a maturidade, maior o grau de recursos digitais, como inteligência artificial, cloud e análise de dados.

Segundo esta pesquisa, apesar da incerteza económica atual, um pequeno conjunto de organizações, cerca de 7%, alcançou quase o dobro da eficiência e três vezes mais rentabilidade que os seus pares. Estas organizações Future-ready apostaram na transformação digital e reformularam os modelos operacionais, passando de melhorias graduais para uma reinvenção global.

Manish Sharma, group chief executive of Accenture Operations revela que a “incerteza também valorizou novas formas de trabalhar, reforçando a ideia de que os modelos de operações adequados podem ser catalisadores para a obtenção de vantagens competitivas, valor transformacional e crescimento”. O responsável global pela área de Operations da Accenture refere, contudo, que “esta é uma realidade que só funciona se as organizações transformarem realmente a forma como o trabalho é feito, através da integração de tecnologia, processos e pessoas”.

Carla Baltazar, Managing Director da Accenture Portugal, responsável pela área de Operations, acrescenta, ainda, que “as organizações Future-ready sabem que é crucial maximizar o talento, numa era em que as pessoas são cada vez mais críticas para atingir o sucesso”. Carla Baltazar salienta que “estas organizações estão a aproveitar a mudança e a reformular os seus modelos operacionais, de forma a capitalizar a criatividade humana e a ‘machine intelligence’ para transformar a forma como as pessoas trabalham e o desempenho dos negócios”.

 

Organização Future-ready

As organizações Future-ready transformam os seus modelos operacionais através do recurso a dados mais valiosos para a tomada de decisões, integração de inteligência artificial para aumentar a capacidade instalada e implementação de modelos de força de trabalho ágeis, com diferenças marcantes na adoção digital e maturidade operacional.

Nove em cada 10 organizações Future-ready (90%) recorrem a infraestruturas na cloud em escala, contra 76% de outras organizações, e 78% também está a explorar novas áreas para maximizar valor.

De modo a aumentar a capacidade dos colaboradores com recursos tecnológicos, 71% das organizações Future-ready adotou totalmente as soluções de inteligência artificial e de data science, um valor 18 vezes superior aos 4% registados há três anos. Cerca de 38% destas organizações escala agora as práticas de inteligência artificial, em comparação com apenas 3% de outras organizações, sendo expectável que 63% das organizações Future-ready escale as práticas de inteligência artificial, até 2023.

Dois terços (67%) das organizações Future-ready adotaram processos digitais “end-to-end” e 58% continua a escalar a automatização das principais tarefas, em comparação com 32% e 6%, respetivamente, de outras organizações. Espera-se que 82% destas organizações automatize as principais práticas em escala até 2023.

As organizações Future-ready’têm cerca de 10 vezes mais probabilidade do que outras organizações (52% contra 5%) de usar analítica em escala, combinando dados melhores e mais diversificados (45% contra 6%) para gerar uma visão mais prática e sustentar a tomada de decisões. Espera-se que três quartos (75%) usem analítica com dados diversos até 2023.

Além disso, um terço (34%) das organizações Future-ready adotou uma estratégia de força de trabalho ágil em escala, em comparação com apenas 4% de outras organizações, permitindo explorar um conjunto de talentos expandido entre os vários parceiros do ecossistema, de modo a mobilizar talentos especializados. A Accenture estima que 71% destas organizações vai adotar uma estratégia de força de trabalho ágil até 2023.

 

Maturidade

Atualmente, as organizações estão em diferentes níveis de maturidade operacional em todas as indústrias. Os resultados indicam que a percentagem de organizações Future-ready nas indústrias de seguros (10%) e tecnologia (9%) é, geralmente, maior do que noutros sectores de atividade. No entanto, à medida que a pandemia força a aceleração digital, a Accenture prevê que algumas indústrias possam subir ao pódio da categoria Future-ready, até 2023, como, por exemplo, a indústria automóvel (48%), os seguros (42%) e a banca (37%).

No que concerne ao valor transformacional, um conceito que toma em consideração o desempenho financeiro e a experiência diferenciada oferecida, o relatório conclui que as organizações Future-ready alcançam ganhos médios de eficiência de 13,1% e aumentam a sua rentabilidade em 6,4%.

Além disso, as organizações que avançaram para o nível Future-ready, nos últimos três anos, relataram melhorias na velocidade de inovação de produtos e serviços (citado por 83%), envolvimento e retenção de colaboradores (80%), experiência do cliente (75%), valor comercial gerado a partir de dados (73%) e combinação de talento dos colaboradores e esforços de requalificação (68%).

Embora a maioria esteja a progredir, as descobertas da Accenture relatam que 93% das organizações pode fazer mais e avançar a maturidade das operações de negócios.

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