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Online permite à dona da Media Markt mitigar efeitos da Covid-19

Foto JPstock/Shutterstock

Graças ao forte aumento da procura por eletrodomésticos durante a primeira fase de confinamentos e ao enorme crescimento do e-commerce, a Ceconomy, empresa matriz da Media Markt, conseguiu conter os estragos causados pela Covid-19.

De acordo com os resultados relativos ao ano fiscal de 2019/2020, apesar do encerramento de lojas, algumas por um período superior a seis semanas, as vendas da Ceconomy sofreram apenas uma queda de 1,8%, para os 20,8 mil milhões de euros. O lucro totalizou 236 milhões de euros, ficando acima do antecipado.

 

Online cresce 44%

A dona da Media Markt beneficiou do aumento da procura por equipamento técnico por parte dos consumidores que se viram confrontados com a realidade do teletrabalho. As vendas online cresceram 44,1%, para os 4,2 mil milhões de euros, e já representam 20,2% do total. Só no mês de abril, o online cresceu 200%. O grupo retalhista atraiu mais de seis milhões de novos clientes online. “Este foi um ano muito desafiante. Percebemos o que conseguimos alcançar e iremos emergir mais fortes desta experiência. Tivemos um forte início de ano fiscal, gerimos bem a situação de encerramento das lojas e, agora, definidos uma clara estratégia para o desenvolvimento futuro da companhia”, afirma Bernhard Düttmann, CEO da Ceconomy. “Já não estamos no início da nossa transformação, estamos a meio do processo. Estamos determinados a melhorar continuamente e a usar os nossos pontos fortes para tirar partido das oportunidades de crescimento”.

O objetivo da empresa é ser a maior plataforma omnicanal da Europa, como detalha Ferran Reverter, CEO da MediaMarktSaturn. “Estamos focados no crescimento, na qualidade e na rapidez. Iremos reforçar, ainda mais, o nosso negócio ‘core’, expandir significativamente as nossas atividades online e abordar novas fontes de receitas. Investimos nas competências de atendimento dos nossos colaboradores e iremos oferecer produtos e serviços personalizados, com base em dados dos clientes”, explica.

 

Nova estrutura organizacional

Com base no novo modelo operacional apresentado em agosto, a estrutura da empresa será simplificada, de modo a que se obtenham ganhos de eficiência em cada país. Adicionalmente, serão criados alguns clusters regionais e alguns países serão fundidos em termos organizacionais.

No mesmo sentido, as lojas, que continuarão a ser a espinha dorsal do negócio, serão aliviadas de tarefas administrativas, de modo a se focarem no serviço ao cliente. Deste modo, e para que estejam ainda mais alinhadas com as necessidades dos consumidores, serão introduzidos quatro conceitos de loja centrais: os espaços “core”, com uma área de venda média de 1.750 metros quadrados; as lojas “smart”, entre 70 e 500 metros quadrados, focadas nos produtos de muito rápida rotação; as “shop-in-shop”, para aceder a novos grupos de consumidores; e, finalmente, as lojas “flagship”, onde a experiência da marca atinge o patamar mais elevado.

Outra área estratégica é a otimização da cadeia de abastecimento, com condições e termos standardizados para os fabricantes, a centralização das compras e a melhoria da logística, de modo a que os clientes possam beneficiar de uma maior disponibilidade de produto e tempos de entrega mais rápidos.

Ao nível da gestão de categorias, a seleção da gama estará intimamente alinhada com os desejos do consumidor, o que irá levar a uma redução do número de SKU nas lojas em cerca de 30%, no ano fiscal de 2022/2023 e o aumento da disponibilidade dos 300 principais produtos para 97%.

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