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O consumidor de 2021

Foto Shutterstock

O consumidor de 2021 não é o mesmo de 2020, colocando marcas e retalhistas, novamente, em terreno desconhecido.

De acordo com um estudo NielsenIQ realizado em Espanha, 60% dos consumidores assume ter dificuldades económicas. 15% já as manifestava antes da pandemia, mas 45% diz respeito a consumidores afetados pelo efeito da Covid-19.

Com esta mudança de circunstâncias, há também uma nova alteração nos padrões de compra, o que leva a consultora a descrever quatro grupos de consumidores formados em função das suas previsões de gastos para 2021.

 

Grupos de consumidores

Um desses grupos refere-se aos Existing Constrained, que correspondem, precisamente, aos 15% de consumidores que já tinham atenção aos seus gastos antes da pandemia, situação que não se alterou.

Outro grupo completamente diferente refere-se aos Newly Constrained, que reúne 45% dos consumidores. Estes já experimentaram um agravamento da sua situação económica, pelo que agora têm maior consciência dos seus gastos.

Por seu turno, 31% dos consumidores insere-se nos Cautious Insulated. Estes consumidores dispõem de rendimentos limitados pelo impacto na sua situação financeira, pelo que têm muito mais atenção aos gastos.

Finalmente, os Unrestricted Insulated dizem respeito a 9% dos consumidores, que dispõem dos mesmos rendimentos de anteriormente e, como tal, não estão atentos onde despendem o seu dinheiro.

 

Alterações de consumo

Estas mudanças na composição dos grupos de consumidores levarão a que estes adaptem os seus gastos à nova realidade. Como tal, despenderão menos dinheiro, optarão por produtos mais baratos e de marca própria, embora não deixem de estar dispostos a pagar mais se o produto for de elevada qualidade.

O estudo confirma, de facto, que 54% dos consumidores assume ter passado a procurar mais pelos preços baixos e pelas marcas de distribuição e que 55% compra em promoção, independentemente da marca.

Não obstante, os consumidores com menos limitações financeiras mantêm-se fiéis às marcas, com 47% a indicar optar pela sua marca preferida, embora 60% escolha o produto de menor preço do seu repertório de marcas preferidas. “Nesta nova realidade, as marcas estão agora debaixo de um muito maior escrutínio e os consumidores estão a pesar que atributos das marcas lhes importam realmente para justificar um lugar na sua cesta de compras. O mercado terá de trabalhar muito nas gamas, para se assegurar de que as necessidades dos consumidores são satisfeitas”, afirma Silvia Villaverde, Consumer Insights Leader Spain & Portugal da NielsenIQ.

 

2021

O estudo avança que 84% dos consumidores continuará a reestruturar os seus gastos e que um quarto assume que se a situação económica do país se agravar gastará menos em alimentação. “Assistimos a uma polarização do consumidor derivada da pandemia. Os fabricantes e distribuidores têm que entender quem são os seus consumidores, hoje em dia, e identificar formas de satisfazer as suas necessidades para encontrar o crescimento num ambiente difícil. Não há uma abordagem única para todos, mas há alguns pontos em comum entre estes grupos de consumidores polarizados. Por exemplo, 70% está disposto a pagar mais por uma maior qualidade e 65% diz que quer maior variedade de produtos de qualidade com bom preço”, conclui Silvia Villaverde.

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