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Microsoft mantém-se como a marca mais imitada em ataques de phishing no final de 2025

A Microsoft voltou a liderar o ranking das marcas mais imitadas em ataques de phishing no quarto trimestre de 2025, concentrando 22% de todas as tentativas detetadas a nível global.

Os dados constam do mais recente “Brand Phishing Report” da Check Point Software Technologies, que confirma a continuidade de uma tendência estrutural: as plataformas tecnológicas e de consumo são os principais alvos dos cibercriminosos.

Tecnologia e consumo no centro da fraude digital

Depois da Microsoft, surgem a Google (13%) e a Amazon (9%), num pódio que reflete o valor estratégico das credenciais digitais associadas a serviços de identidade, cloud, produtividade e comércio eletrónico.

A Amazon registou uma subida significativa no período analisado, impulsionada pela Black Friday e pela época festiva, enquanto o Facebook regressou ao top 10 global, ocupando o quinto lugar, após vários trimestres de ausência. Este regresso sinaliza um interesse renovado dos atacantes no roubo de identidade e na apropriação de contas em redes sociais.

De acordo com a Check Point Research, as marcas mais visadas foram Microsoft (22%), Google (13%), Amazon (9%), Apple (8%), Facebook (3%), PayPal (2%), Adobe (2%), Booking (2%), DHL (1%) e LinkedIn (1%). O domínio de marcas tecnológicas e plataformas de serviços digitais confirma que o acesso baseado em identidade continua a ser um dos ativos mais valiosos para os atacantes.

Campanhas sofisticadas e alvos cada vez mais jovens

O relatório destaca várias campanhas observadas durante o trimestre. Entre elas, uma operação de phishing associada à Roblox, direcionada a crianças e jogadores, através de um domínio falso quase indistinguível do original. A campanha simulava um jogo popular da plataforma e redirecionava os utilizadores para uma página fraudulenta de login, recolhendo credenciais de forma silenciosa.

Foram também identificadas campanhas que imitavam a Netflix, usando páginas falsas de recuperação de conta, e o Facebook, com páginas de login fraudulentas distribuídas por e-mail e alojadas em domínios aparentemente legítimos.

Segundo Omer Dembinsky, data research manager da Check Point Research, “as campanhas de phishing estão cada vez mais sofisticadas, recorrendo a conteúdos gerados por IA, visuais profissionais e domínios extremamente credíveis”.

Identidade como principal superfície de ataque

O relatório conclui que o brand phishing continua a ser eficaz por explorar fatores humanos fundamentais — confiança, familiaridade e urgência — combinados com técnicas avançadas, como domínios falsos com pequenas variações, percursos de engano em várias etapas e interfaces quase indistinguíveis das originais.

Num contexto em que a identidade digital se afirma como a principal superfície de ataque, tanto no consumo como nas organizações, a Check Point defende uma abordagem de prevenção em primeiro lugar, assente em deteção baseada em IA, autenticação robusta e sensibilização contínua dos utilizadores.

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