Ilustração clara de um ataque de phishing: um utilizador mal-intencionado “pesca” credenciais através de um e-mail aparentemente legítimo (login dentro do envelope), capturado a partir do outro lado do ecrã
Tecnologia

Microsoft, Apple e Google entre as marcas mais usadas em ataques de phishing

Microsoft, Apple e Google continuam a liderar a lista das marcas mais exploradas em ataques de phishing, segundo o “Brand Phishing Ranking”.

De acordo com a Check Point Software Technologies, a Microsoft manteve-se como a marca mais imitada, surgindo em 22% de todas as tentativas de phishing registadas durante o trimestre. Os resultados reforçam uma tendência persistente. De facto, os cibercriminosos estão a explorar de forma sistemática plataformas empresariais, cloud e de consumo amplamente utilizadas. O objetivo é roubar credenciais e obter acesso inicial a contas e ambientes corporativos.

A Apple subiu para a segunda posição, com 11%, seguida da Google, em terceiro lugar, com 9%. Por sua vez, a Amazon ocupou o quarto lugar, com 7%, enquanto o LinkedIn subiu para a quinta posição, com 6%. Dados que evidenciam um interesse crescente dos atacantes em identidades profissionais e acessos a ambientes de trabalho.

De forma particularmente relevante, a análise mostra ainda que as quatro principais marcas concentraram quase 50% de todas as tentativas de brand phishing observadas no trimestre.

Por sector, a Ttcnologia manteve-se como a categoria mais imitada, seguida das redes sociais e do sector da banca. Este facto demonstra como os serviços centrados na identidade e as plataformas financeiras continuam a ser alvos prioritários de ataques baseados em phishing.

Rui Duro, country manager para Portugal da Check Point Software, afirma que “as campanhas de phishing continuam a evoluir em escala e sofisticação, recorrendo cada vez mais a imitações muito convincentes de marcas, interfaces cuidadosamente reproduzidas e manipulação subtil de domínios. O facto de Microsoft, Apple e Google continuarem no topo do ranking mostra até que ponto o acesso à identidade e à cloud se tornou crítico para os atacantes. Ao mesmo tempo, a subida de plataformas como o LinkedIn evidencia um interesse crescente em ambientes profissionais e empresariais. Para reduzir o risco, as organizações devem adotar uma abordagem de prevenção em primeiro lugar, combinando inteligência de ameaças baseada em IA com proteção proativa em e-mail, web e plataformas de colaboração.

Marcas mais imitadas em phishing

  • Microsoft 22%
  • Apple11%
  • Google 9%
  • Amazon 7%
  • LinkedIn 6%
  • Dropbox 2%
  • Facebook 2%
  • WhatsApp 1%
  • Tesla 1%
  • YouTube,1%
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