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Mercado global de smartphones desce 7% devido a atrasos na oferta

Foto Shutterstock

O mercado global de smartphones diminuiu 7%, em termos homólogos, para os 328 milhões de unidades, no primeiro trimestre, de acordo com a Counterpoint Research. O declínio foi causado pela contínua escassez de componentes, bem como pelo ressurgimento de Covid-19, no início do trimestre, e pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia

O mercado global de smartphones apresentou uma situação de contrastes, no primeiro trimestre de 2022”, analisa Harmeet Singh Walia, analista sénior na Counterpoint Research. “A Samsung parece ter superado a escassez de matérias-primas que atingiu a sua oferta no ano passado, como evidenciado pelo crescimento mais elevado do que o esperado nas suas vendas, apesar do lançamento tardio do seu mais recente modelo topo de gama. Entretanto, grandes OEMs chineses, como a Xiaomi, a Oppo e a Vivo, sofreram com o aumento da escassez de componentes, resultando em vendas que caíram 20%, 19% e 19%, respetivamente“.

Vendas

A Samsung vendeu 74 milhões de unidades, no primeiro trimestre, menos 3% do que no período homólogo, e foi uma das duas principais marcas de smartphones a aproximar-se das vendas do primeiro trimestre antes da pandemia. Embora os seus produtos emblemáticos tenham sido lançados no final de fevereiro (um mês mais tarde do que no ano passado), os clientes responderam bem, impulsionando o crescimento das vendas 7%, no trimestre.

Já as vendas da Apple mantiveram-se estáveis, em comparação com o primeiro trimestre de 2021, nos 59 milhões de unidades, impulsionadas pela forte procura pelo iPhone 13 e pelo lançamento antecipado do seu primeiro iPhone SE com 5G que, mesmo num mercado em declínio, ajudou a aumentar a quota de mercado da Apple para 18%, acima dos 17% do primeiro trimestre de 2021.

Quanto à Xiaomi, as vendas diminuíram 20% em termos homólogos, 39 milhões de unidades, e a sua quota de mercado caiu para 12%, face aos 14% do mesmo trimestre do ano passado.

 

Escassez de componentes e guerra

Já as vendas da Oppo diminuíram 19% em termos homólogos, para 31 milhões, devido a restrições de abastecimento decorrentes da continuação da escassez de componentes.

De acordo com o diretor da pesquisa, Jan Stryjak, “embora se espere que a escassez de componentes diminua em breve, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia representa um novo desafio para a recuperação do mercado mundial para este tipo de produtos. No primeiro trimestre deste ano, a guerra teve pouco impacto nos envios globais de smartphones. Embora a Samsung e a Apple se tenham retirado do mercado russo, no início de março, as consequências são, para já, relativamente pequenas à escala global. Os dois fornecedores representam cerca de metade das vendas de smartphones no mercado russo, mas as suas vendas combinadas na Rússia representam menos de 2% das vendas globais totais“.

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