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Mercado da moda em segunda mão está a crescer 11 vezes mais depressa do que o retalho tradicional

Foto Boumen Japet/Shutterstock

Até 2030, o mercado em segunda mão será duas vezes maior do que o mercado da fast-fashion. A sustentabilidade está a tornar-se cada vez mais importante para os consumidores e os marketplaces também beneficiam disso.

Pelo segundo ano, a associação comercial Cross-Border Commerce Europe publicou o ranking dos maiores marketplaces sustentáveis a operar internacionalmente e na linha da frente perfilam-se empresas de produtos em segunda mão. O mercado da moda em segunda mão está a crescer 11 vezes mais depressa do que o retalho tradicional: em 2021, 90 milhões de europeus tentaram, pela primeira vez, revender, contra 16 milhões, em 2020.  Além disso, 45 % dos compradores online já comprou um produto circular, 7% comprou algo “remodelado” e 3 % um produto reciclado.

 

Consolidação da revenda

Nos próximos quatro anos, o mercado da revenda duplicará para 34 mil milhões de euros, espera a Cross-Border Commerce Europe, que fala de uma consolidação da revenda, iniciada pela aquisição da Depop pela Etsy. Também no eBay, a oferta em segunda mão cresceu um terço, nos últimos três anos.

O facto de os marketplaces norte-americanos centrados na tecnologia, como a ThredUP, a Redbubble e a Poshmark, terem sido alvo de uma oferta pública, demonstra mais uma vez o poder de modelos sustentáveis e circulares.

Os 10 principais marketplaces sustentáveis na Europa são a Vinted (Lituânia), eBay (EUA), Vestiaire Collective (França), StockX (EUA), Depop (Reino Unido), Artpal (EUA), Etsy (EUA), Rubylane (EUA), Amazon (EUA) e Spoonflower (EUA).

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