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Imposto sobre o açúcar leva a queda de 12,5% nas vendas de refrigerantes

As vendas de refrigerantes diminuíram 12,5%, desde a introdução do imposto sobre as bebidas açucaradas, em 2017, levando a uma quebra significativa nos lucros das empresas, conclui um estudo da Nova SBE.

Os três investigadores, Judite Gonçalves, Roxanne Miranda e João Pereira dos Santos, analisaram microdados anonimizados de 19 empresas de refrigerantes portuguesas, entre 2012 e 2019, e compararam-nos com os dados de 27 produtoras de água engarrafada.
No “working paper” pré-publicado, constata-se que as empresas produtoras de refrigerantes se tornaram “significativamente menos lucrativas depois da introdução do imposto, o que se deveu a uma queda significativa nas vendas a nível interno”.

que, ainda assim, foi acomodado por estas sem cortes na despesa.

 

Queda de 19,3%

Ao Negócios, um dos investigadores, João Pereira dos Santos, aponta uma queda de 19,3% nos rendimentos líquidos. “Esta queda é relativa ao grupo de controlo, que são as empresas do sector das águas engarrafadas, tal como é feito em alguns ‘papers’ na literatura internacional”.

Com a quebra de lucro, houve menos receita de IRC nos cofres do Estado, entre 2017 e 2019, se estima em 236 mil euros. Já o novo imposto, que está consignado ao Serviço Nacional de Saúde, representou 200 milhões de euros.

 

Repercussão no preço final

João Pereira dos Santos refere ainda que as empresas produtoras de refrigerantes viram a sua relação com os retalhistas e restaurantes enfraquecida, uma vez que, ao repercutirem a quase totalidade do imposto no preço final, houve uma menor procura por parte do consumidor.

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