Heineken CEO Foto PJiiiJane/Shutterstock

Heineken aumenta lucro em 51,2% no primeiro semestre

A Heineken registou um lucro líquido de 1.125 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, um aumento de 51,2% face ao período homólogo. A receita líquida cresceu 2,7% em termos orgânicos, para 14.834 milhões de euros, impulsionada pelo desempenho dos mercados prioritários, entre os quais Vietname, Etiópia, Índia, Brasil e Reino Unido. As receitas ascenderam a 17.559 milhões de euros, mais 3,8% em termos reportados.

No plano comercial, o volume total aumentou 1,6% no semestre, com uma aceleração mais evidente no segundo trimestre, enquanto o volume consolidado registou um crescimento mais moderado de 0,4%. A receita líquida por hectolitro aumentou 2,3%, refletindo um efeito preço/mix de 2,8%, e mais de dois terços dos mercados onde a empresa opera ganharam ou mantiveram quota.

Em termos geográficos, a Ásia-Pacífico voltou a liderar o crescimento, com um aumento orgânico de 11,6% no volume total, impulsionado sobretudo pelo Vietname. África e Médio Oriente registaram um crescimento de 2,9%, enquanto as Américas recuaram 3,4%, refletindo um contexto de mercado mais desafiante.

Na Europa, o volume manteve-se praticamente estável, com uma ligeira descida de 0,6%, num semestre marcado pela recuperação de mercados como França e Reino Unido.

Premium impulsiona o crescimento

O segmento premium cresceu 5,8% em volume, acima da média do grupo, sustentado sobretudo pelos mercados do Vietname, China, África do Sul e França. As cinco marcas globais da Heineken registaram crescimento no semestre, com a Heineken a avançar 5,3%, apoiada por fortes desempenhos no Vietname, China e Nigéria.

Já o segmento mainstream registou uma quebra de 0,7% no volume global, embora as marcas desta categoria tenham crescido nos mercados estratégicos da empresa, impulsionadas por insígnias como Larue, no Vietname, e Kingfisher, na Índia.

As categorias de crescimento estratégico mantiveram igualmente uma evolução positiva. As bebidas de baixo ou sem teor alcoólico aumentaram 12% em volume, com crescimento em todas as regiões, enquanto a Heineken 0.0 registou um aumento de 7,2%, levando a empresa a expandir a gama Heineken 0.0 Flavours para mercados como Portugal, Irlanda e Reino Unido.

Já o portefólio beyond beer, que inclui sidras, hard seltzers, ready-to-drink e outras bebidas para além da cerveja, cresceu 8%, reforçando a aposta da cervejeira na diversificação do portefólio e na captação de novos consumidores e ocasiões de consumo.

EverGreen 2030 mantém ritmo de execução

No primeiro semestre, a Heineken acelerou também a execução da estratégia EverGreen 2030, reforçando o investimento em inovação, inteligência artificial e simplificação organizacional. A empresa lançou mais de 40 projetos-piloto de inovação, expandiu o modelo Multi-Market Organisations e reduziu cerca de 3.000 postos de trabalho equivalentes a tempo inteiro.

Para 2026, a cervejeira reiterou a previsão de um crescimento do resultado operacional entre 2% e 6%, mantendo confiança na execução da estratégia EverGreen 2030, apesar da persistência de um contexto macroeconómico e geopolítico incerto.

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